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Márcia: “Nós, em Portugal, somos muito culpabilizados. Não somos apologistas do prazer” [VÍDEO]

Questionada pela BLITZ sobre se as fases menos boas ajudam a estimular a criatividade, Márcia defende que deveríamos olhar mais para o nosso prazer

Rita Carmo

Rita Carmo

Fotojornalista

Em 'Tempestade', primeiro single de "Vai e Vem", o seu novo álbum, Márcia canta "dança o teu azar / enterra-o por aí / vem passar por dentro da tempestade". Em entrevista à BLITZ, quando questionada sobre se as fases menos boas ajudam a estimular a criatividade, a artista defende que a música ajuda a salvar-nos das "coisas trágicas" e serve "a nossa felicidade".

Dando como exemplo "Pleasure", o mais recente álbum da canadiana Feist, que também em entrevista à BLITZ falou sobre o facto de o disco ter nascido de uma depressão, Márcia diz ainda: "a depressão é uma não vida. Ela fala de ‘Pleasure’ nesse tema porque de facto é uma maneira de sair. Tens de olhar muito para o teu prazer. Em Portugal, somos muito culpabilizados, temos uma matriz muito da culpa. Não somos muito apologistas do prazer".

Em conversa com a BLITZ, Márcia falou também sobre 'Agora', a canção que levou ao Festival da Canção em 2017 e que gravou com uma hemorragia vocal, a importância que as redes sociais têm vindo a ganhar na vida e percurso profissional dos artistas ("não vou prescindir de viver o que tenho de viver para investir na minha imagens nas redes sociais. Parece-me bastante claro") e o facto de ter criado uma relação mais próxima com a guitarra elétrica e de isso se sentir em "Vai e Vem", muito por "culpa" de um dos co-produtores, Kid Gomez.

"Vai e Vem" conta com duetos com António Zambujo, Salvador Sobral e Samuel Úria e vai ser apresentado ao público lisboeta com um concerto no Cineteatro Capitólio no dia 30 de novembro. O espetáculo tem início às 21h30 e os bilhetes estão à venda, nos locais habituais, pelo preço único de €18,00.