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Super Bock Super Rock, 1º dia (18/07), com Arctic Monkeys e Azealia Banks (reportagem em atualização permanente)

27 mil pessoas (números da organização) no primeiro dia do Super Bock Super Rock. Arctic Monkeys triunfaram, após concertos de Johnny Marr e Azealia Banks.

Começa hoje, 18 de julho, a edição de 2013 do Super Bock Super Rock. A BLITZ já está no recinto, para lhe trazer toda a informação e as melhores imagens de um dia em que os Arctic Monkeys são o principal destaque. 18 de julho   Palco Super Bock   01h00 - Arctic Monkeys  23h20 - Johnny Marr  21h50 - Azealia Banks  20h30 - Anarchicks  Palco EDP   00h10 - Toy  22h40 - Efterklang  21h10 - Owen Pallett  20h00 - Kalú  Antena 3 @ Meco   04h00 - Ben Klock B2B Marcel Dettmann  02h30 - Nina Kraviz  01h15 - Expander  00h00 - Freshkitos  23h00 - Kinetic  21h30 - Mazgani  20h00 - Trêsporcento 19h00 - Este ano, o recinto do Super Bock Super Rock, por onde circulam já bastantes festivaleiros, tem algumas zonas cobertas por relva. De regresso estão as habituais bancas de comes e bebes, na zona de alimentação, e as distrações extra-musicais, como paredes de escalada. O tempo está nublado e fresco e os concertos começam dentro de uma hora, com Kalú no Palco EDP. 20h38 - Coube a Kalú, baterista dos Xutos & Pontapés, abrir a edição deste ano do festival. A solo, mas bem acompanhado, o músico subiu ao palco EDP para apresentar as canções de Comunicação, editado no início deste ano. Saltando entre temas mais punk e registos mais calmos, Kalú lá vai arrancando aplausos pouco convictos de um público que ainda não aqueceu. "Coube-nos a nós abrir esta edição do festival", disse o músico antes de exclamar: "missão impossível". Em palco consigo, tem uma banda composta por músicos de projetos como Peste & Sida, Julie & The Carjackers ou Anti-Clockwise ("chavalada à maneira", diz, depois de os apresentar). Deixamo-los para ver o que se passa pelo recinto - as Anarchicks preparam-se para subir ao palco Super Bock - quando ataca "P'ra Quê Viver Assim".
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21h09 - As Anarchicks abrem o palco principal, neste primeiro dia de festival, e encontram à sua frente uma pequena multidão, atenta e até participativa. A música que a banda portuguesa pratica é, pelo menos, tão efusiva como o seu colorido visual, dançando de forma algo caótica entre uma amálgama de influências: punk, riot grrrl, rock gótico (há uma canção chamada "Siouxsie in the Box") são algumas delas, embaladas por uma atitude atrevida que, em palco, tem tudo para funcionar. Perante a efervescência instrumental (com destaque para a baterista Katari), a voz aparentemente distante de Playgirl oferece um contraste interessante. Do seu álbum de estreia, Really?!, editado pela independente Chifre, as Anarchicks tocaram ainda temas como "Forever", que apresentaram como o seu segundo single (para espanto de um rapaz a nosso lado: "Qual foi o primeiro?!"). Dentro de momentos, Owen Pallett deve entrar em ação, no palco EDP.
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21h43 - O canadiano Owen Pallett subiu ao palco EDP para preencher a quota dos cantautores que arrebatam o coração de alguns e deixam outros completamente indiferentes. A avaliar pelo falatório em nosso redor durante grande parte do concerto, os segundos estavam em maioria. Uma pena. O ex-Final Fantasy, e colaborador ocasional dos Arcade Fire, pegou nas canções do seu belíssimo repertório e munido do seu violino, um baterista e um multi-instrumentista, viajou pelo eletrizante "Lewis Takes Off His Shirt" e pelas teclas em crescendo de "Tryst with Mephistopheles". Praticamente à mesma hora, o iraniano mais português de Portugal, enchia a tenda Antena 3 @Meco com uma prestação magnética. Mazgani conseguiu prender o público bem preso a um concerto baseado na sua voz corpulenta e na força de canções como "Beggar's Hands" ou "Thirst".
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23h28 - Johnny Marr acabou de entrar em palco e já brindou o público com "Stop Me If You Think You've Heard This One Before", dos seus Smiths. Antes, Azealia Banks compensou o facto de ter falhado o Super Bock Super Rock no ano passado com um concerto efusivo mas não tanto quanto esperávamos. Acompanhada por um DJ (Cosmo, de seu nome) e duas bailarinas, Banks, de vestes reduzidas e a deixar ver muita pele, foi dançando e puxando pelo público, no limiar da histeria. Ainda com a promessa de que a edição de Broke With Expensive Taste, o primeiro longa-duração, está para breve, a rapper nova-iorquina foi mostrando a sua já respeitável coleção de singles: "Van Vogue", "1991" e, claro, "212", já perto do fim, foram as mais celebradas. Passou pela mixtape Fantasea com "Out of Space", sample dos Prodigy a abrir, "Fuck Up the Fun", uma bem recebida "Luxury" e a "latina" "Esta Noce"... Mas não se ficou por aí e, além de se atirar aos dois cartões de visita do álbum - a histérica, com direito a megafone e tudo, "Yung Rapunxel" ficou para o fim, mas também serviu "ATM Jam", dueto com o imparável Pharrell Williams -, arriscou-se ainda pela versão/remistura de "Harlem Shake": "meti-me em alhadas por ter editado esta próxima canção, mas vocês conhecem-me. Estou-me a cagar".
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22h50 - No palco EDP, os Efterklang fazem um esforço meritório, e raro, em contexto festivaleiro, de comunicar com o público. Falam do recomeço do verão a que lhes disseram que este festival costumava estar associado; mencionam os cartazes "marotos" onde se lê "give me your drumsticks"; mostram um saquinho de prendas que trouxeram da Estónia, onde tocaram antes de vir para Portugal, e pedem aos espectadores um pouco de carinho para levarem consigo para o seu próximo festival, em Inglaterra. Esta simpatia, canalizada sobretudo pelo vocalista Casper Clausen, serve bem uma música cerimoniosa e dedicada ao pormenor, sejam eles os teclados ou as segundas vozes, a cargo de Anna Bronsted e Heather Woods Broderick (irmã do talentoso cantautor Peter Broderick, e colaboradora também de Sharon Van Etten). Espécie de ritmo cardíaco da banda, a bateria metronómica e os jogos de luzes, em sintonia com o cenário natural que enquadra o palco EDP, emolduraram um concerto bonito, ao qual o público não pareceu, contudo, aderir com o mesmo entusiasmo que os Efterklang desejariam. "The Ghost" e "Black Summer" mostraram-nos elegantes, misteriosos, mas a plateia reagiu com alguma distância.
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23h30 - Para sempre conhecido como guitarrista e compositor dos lendários The Smiths, Johnny Marr apresentou-se no palco principal do Super Bock Super Rock à boleia do seu primeiro disco a solo, The Messenger. Porém, e acompanhado por uma banda de três músicos (bateria, baixo e guitarra), o britânico não perdeu a oportunidade de revisitar vários clássicos dos Smiths, como "Stop Me If You've Heard This One Before", "Bigmouth Strikes Again" ou, a finalizar, a dupla de sonho "How Soon Is Now" e "There Is a Light That Never Goes Out", timidamente entoada em coro sob uma meia-lua também discreta. Simpático, em forma e claramente entusiasmado por tocar tanto as canções dos Smiths como as músicas da sua lavra, Johnny Marr ofereceu, depois do hip-hop de Azealia Banks, um concerto elétrico e empolgante, alicerçado em guitarras (a sua, histórica, e a do seu guitarrista), e mostrando uma boa capacidade como entertainer, sobretudo para quem não costuma assumir o papel de frontman. Contudo, apenas alguns fãs mais dedicados - e muitos dos seus compatriotas presentes no SBSR - pareceram vibrar com estas canções tão vitaminadas como sonhadoras. Desconsolado com a fria receção, um amigo nosso recebeu a explicação de que a plateia esperava apenas a chegada dos Arctic Monkeys. "Mas como é que se chega aos Arctic Monkeys contornando os Smiths ou os New Order?", retorquiu ele. É verdade: além das músicas do disco a solo e do baú dos Smiths, Johnny Marr ainda ofereceu "Getting Away With It", dos Electronic, projeto com Bernard Sumner (e por momentos pareceu-nos que era a sua voz que escutávamos no Meco) e "I Fought The Law", na versão de 1979 dos Clash - como homenagem a Joe Strummer. Pode não se ter feito história no Super Bock Super Rock, esta noite, mas revisitou-se a história da pop britânica - e talvez esse feito merecesse mais entusiasmo.
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02h00 - Os londrinos TOY protagonizaram provavelmente o maior atraso da noite - já passavam 20 minutos da hora marcada quando subiram ao palco secundário - e apesar de terem aguentado algum público mais curioso não conseguiram evitar a debandada quase geral quando a hora dos Arctic Monkeys se aproximou. Para isso talvez tenha também contribuído uma atuação pouco inspirada (arriscamo-nos até a dizer monótona), durante a qual Tom Dougall e companhia mostraram temas novos e apresentaram os do álbum homónimo de estreia, sempre com guitarras em esforço e postura punk mortiça. Entre problemas com o microfone, durante "Colour's Running Out", que só percebemos que o eram (e não uma opção estética) quando a voz de Dougall se voltou a fazer ouvir, a banda mergulhou no aquário em "Left Myself Behind" e revoltou-se na sombria "Dead & Gone". E seguimos para os Arctic Monkeys.
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Uma tocha foi lançada no início dos concerto dos Arctic Monkeys 02h30 - Vimos os Arctic Monkeys tão pequeninos, e ei-los agora, a encabeçar o primeiro dia do Super Bock Super Rock. Por pequeninos nem nos referimos ao primeiro concerto de sempre em Portugal, no saudoso Paradise Garage, em que a meio da primeira canção já não tínhamos os pés no chão. Basta pensarmos na última passagem por este mesmo festival, há dois anos, para darmos pela diferença. Em Alex, ou Alexander, como esta noite se apresenta, Turner, reside boa parte da mudança. Talvez por se ter mudado para Los Angeles, onde agora reside, ou por se ter cansado da pele anterior, criando uma nova personagem, o jovem britânico parece agora um entertainer de Las Vegas. Referindo-se aos seus companheiros de banda (Jamie Cook na guitarra, Nick O'Malley no baixo - e como se ouviu alto o baixo, esta noite - e Matt Helders numa espécie de altar erguido à sua bateria) como estando "a leste" e "a oeste" de si, o vocalista demonstra uma confiança, por vezes propositadamente exagerada, que ajuda os Arctic Monkeys a encher o palco (ornamentado por um AM gigante e luminoso) de uma forma diferente. Ele puxa do pente para compor o novo penteado, ele lança piropos às portuguesas, ele está em grande forma e lidera aquela que foi, possivelmente, a única banda a concentrar a atenção do público por mais de uns minutos, nesta primeira noite de festival. "Do I Wanna Know", a sensual canção nova, incluída no vindouro AM, abriu o alinhamento, fechado, cerca de hora e meia mais tarde, por "R U Mine". Curiosamente, ambos os temas apontam numa mesma direção, lenta e provocante, funcionando muito bem ao vivo, mas há em AM, disco a que a BLITZ já teve acesso, bastante mais. Possivelmente o álbum mais diverso dos Arctic Monkeys até à data (em entrevista antes do concerto, Alex Turner chamou-lhe "o mais original"), o sucessor de Suck It and See oferece momentos bem distintos, da quase eletrónica de "Fireside" à soul doce e suave de "Mad Sounds", tocada esta noite. AM, contudo, só sai em setembro, pelo que o concerto de hoje funcionou mais em registo best of. Perante uma plateia numerosa, ainda que aquém da enchente de há dois anos, e munida de pirolitos coloridos que vai abanando no ar, os Arctic Monkeys viajaram por uma discografia variada qb: os temas do terceiro tomo, Humbug, como "Crying Lightning" ou "Pretty Visitors", insinuam o peso desenvolvido em parte de Suck It and See, como "Brick By Brick" e "Don't Sit Down 'Cause I've Moved Your Chair", mas são as faixas dos dois primeiros discos que causam as reações mais efusivas. "Brianstorm", o contundente regresso depois do álbum de estreia, instala o caos (benigno) logo ao segundo tema; "Teddy Picker" e "Fluorescent Adolescent" fazem-nos pensar no que disse Alex Turner na entrevista, sobre as canções que nos tocam, sem que saibamos porquê (é esta a inspiração da música "Mad Sounds"). Sem demérito pelo digno corpo de trabalho dos Arctic Monkeys, todavia, é do primeiro álbum - um "daqueles" primeiros álbuns - que continua a sair a chama que permite incendiar sem esforço ou racionalizações uma plateia. Ver o público em delírio absoluto com "I Bet You Look Good on the Dancefloor" ou, já no encore, "When The Sun Goes Down", é desejar que, um dia, a banda decida embarcar num daqueles concertos de revisitação de um só disco. Whatever People Think I Am, That's What I'm Not é um deses discos. Não se descure, também, a faceta baladeira destes rapazes: "Cornerstone", mal sucedido mas adorável single de Humbug, esta noite tocado com guitarra acústica, e, a fechar, "505", na nossa opinião uma das melhores canções da banda, provocaram arrepios que não de frio (a noite acabou por revelar-se amena). Apesar de uma ligeira perda de energia em meados do espectáculo, os Arctic Monkeys - ainda velozes, mas agora mais crescidos e ardilosos - estiveram perfeitamente à altura daquilo que o cabeça de cartaz de um festival como o Super Bock Super Rock deve ser. Do I Wanna Know? Brianstorm Dancing Shoes Don't Sit Down 'Cause I've Moved Your Chair Teddy Picker Crying Lightning Brick by Brick Evil Twin Old Yellow Bricks She's Thunderstorms Pretty Visitors I Bet You Look Good on the Dancefloor Do Me a Favour Cornerstone Suck It and See Fluorescent Adolescent R U Mine? ENCORE Mad Sounds When the Sun Goes Down 505 Texto: Lia Pereira e Mário Rui Vieira Fotos: Rita Carmo/Espanta Espíritos