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Mac DeMarco acaba concerto com vários fãs em palco

O "puto" do Canadá deu um concerto marcado pela espontaneidade e pela interação com os fãs, provando ser uma pequena estrela no firmamento indie de Paredes de Coura.

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No início era uma fã valente, de seu nome Filipa. Aceitou o repto de Mac DeMarco - "há alguém na primeira fila que goste de Bob Marley?" - e subiu ao palco principal do festival para acompanhar o músico canadiano numa espécie de versão de "Jammin'". Mais do que o rigor musical e até mais do que a fidelidade ao som gravado em Salad Days, o belo disco deste ano, o que importou nesta noite, em Paredes de Coura, foi a espontaneidade e, perto do final, uma interacção despretensiosa com os fãs. Por isso, se no início era Filipa, no adeus de DeMarco ao Minho já tínhamos perdido a conta aos miúdos que com ele partilhavam palco e entusiasmo. De boné ao contrário e t-shirt de Elton John, o dono da falha entre dentes mais comentada do festival ainda convidou os interessados a juntarem-se a si e à sua banda depois de a música acabar. Ele já o dissera em entrevistas e confirma-se: DeMarco é um rapaz acessível e os fãs confiam na sua descontração. A rendição do anfiteatro natural de Paredes de Coura, mais uma vez muito bem composto, não foi porém total. Se vimos muito festivaleiro a entoar as letras das adoráveis "Blue Boy", "Chamber of Reflection" ou "Treat Her Better", houve também quem rejeitasse a proposta melódica mas lo fi do canadiano. "Mac DeMarco n é para mim", escrevia alguém, à nossa frente, numa mensagem de texto, ao passo que dois amigos comentaram com esta contundência uma canção mais romântica: "Isto é para as gajas, não é para nós!". Ainda assim, mesmo os mais céticos foram ficando, talvez atraídos pela tal imprevisibilidade do rapaz de 24 anos: ao longo do concerto, ele bebeu Jameson da garrafa, pediu cigarros aos fãs, deu os parabéns à mãe pelo seu aniversário, fez stage diving e terminou boas partes das canções com um "ponto final" castiço e sucinto: "cool". Antes de "Let My Baby Stay", a tal música que beliscou a masculinidade de um par de espectadores, DeMarco até pintou os lábios com um batom que alguém lhe enviou para o palco. Pode não ter sido o concerto com melhor som ou cantoria mais afinada do festival, mas o prémio de surpresa já ninguém lhe tira. Texto: Lia Pereira Fotos: Rita Carmo/Espanta Espíritos