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BLITZ: E o Melhor Disco Português do Ano é ....

Recorde os nossos topes de melhores do ano e tenha um 2014 feliz.

Gisela João, o álbum homónimo da fadista de Barcelos, é o Melhor Disco Português de 2013 para a BLITZ. Depois de revelarmos aqui o nosso top de discos nacionais lançados este ano, conforme votados pela equipa BLITZ (redação e colaboradores da revista), revelamos o primeiro lugar, entregue a um trabalho de estreia. Editado pela Valentim de Carvalho, Gisela João valeu já à sua autora o troféu de Revelação nos Prémios Amália e elogios generosos tanto da crítica musical, como de figuras como Miguel Esteves Cardoso. Recorde aqui a crítica que a BLITZ publicou na sua edição de agosto, assinada por António Pires, e, mais abaixo, o top dos melhores álbuns portugueses de 2013 para a BLITZ.

G.I. Joe  Dizer-se que o álbum homónimo de Gisela João é o melhor disco de estreia de um ou de uma fadista em vinte ou trinta anos pode ser um exagero. Ou então não.

Gisela João Gisela João Valentim de Carvalho 5/5 Ou então não, porque desde há dezenas de anos que não se ouvia um fado assim, tão próximo das raízes, tão sem truques - em Gisela João não há cá convidados ilustres nem instrumentos estranhos à matriz tradicional do fado (contrabaixos, saxofones, pianos, etc, etc...) - e, acima de tudo, tão bem cantado, tão bem interpretado e tão emotivo. Para quem ainda nunca a ouviu (nem ao vivo nem na sua primeira aventura discográfica enquanto voz dos Atlantihda), diga-se que Gisela tem uma voz absolutamente soberba, que não fica em nada a dever aos grandes nomes do fado no feminino - e todas elas, sem grandes dúvidas, suas referências: Amália Rodrigues, Beatriz da Conceição, Maria da Fé, Celeste Rodrigues, Argentina Santos; Hermínia Silva... Uma voz em que os sentimentos saltam de todos os poros e não apenas da boca, que tanto é capaz de um quase grito - como na perfeita e absolutamente arrepiante versão de "Meu Amigo Está Longe" (e como é raro, tão raro!, uma cantora, qualquer que ela seja, tentar uma versão de um tema cantado por Amália e não se espalhar ao comprido) -, como da garridice marota de, logo a seguir, se atirar a "Bailarico Saloio" (também de Amália) ou, alguns temas depois, de fazer as colunas dançar ao som de "Malhões e Vira" - sim, géneros que (outra vez ela) Amália também cantava e que Gisela usa como homenagem, natural, às suas raízes minhotas. Ah, é que falta ainda uma nota sobre a voz (tirando todas as outras que faltam, tantas): o piquinho de um sotaque de Barcelos agora já vagamente diluído pelas pronúncias do Porto e de Lisboa. Pontos altos do álbum são também a sua versão gaiata de "(A Casa da) Mariquinhas" (desta vez, e depois de várias novas letras de gente ligada ao fado, com poema interventivo e hiper-actual da rapper Capicua) ou a sua capacidade de contenção e sentimento na releitura de outros clássicos: "Madrugada Sem Sono" e "Maldição" (de Alfredo Marceneiro). E já só sobra espaço para elogiar os excelentes músicos, com o produtor Frederico Pereira e o guitarrista Ricardo Parreira à cabeça. António Pires

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11. Os Azeitonas � AZ
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