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Augusto Figueira, coautor da biografia dos Censurados, despede-se de João Ribas

A BLITZ publica o depoimento do coautor da biografia dos Censurados, no dia em que João Ribas faleceu. "Vivia a 1000 e manteve os seus ideais intatos até ao fim", escreveu.

O meu amigo João Ribas partiu ... é difícil aceitar uma situação destas.  Como músico que admirei, surpreendiam-me as suas letras e as mensagens com as quais me identificava. Definiu o som de uma das melhores bandas portuguesas de sempre. Vivia a 1000 e manteve os seus ideais intatos até ao fim. Era o gajo que numa entrevista disse "para mim o Punk é tudo e o resto é merda". Conheci-o pessoalmente quando comecei a escrever juntamente com o Renato a biografia dos Censurados. Bom amigo, adora o convívio, partilhou as histórias que pôde com uma lucidez surpreendente e com uma capacidade analítica brilhante. Chamou os bois pelos nomes sem qualquer remorso. Vi-o em momentos piores, vi-o apaixonado (parecia um puto), acompanhei a ascensão dos Tara Perdida; era um lutador... No lançamento do livro de Peste achei-o bastante em baixo. Nos últimos tempos, embora não estivesse com ele há algum tempo, achava-o bastante melhor. Ainda me lembro das suas lágrimas sinceras no lançamento do livro dos Censurados, agradecendo a mim e ao Renato por termos contado a história da vida dele... Eu é que agradeço a possibilidade de te ter conhecido, amigo... Hoje, a música portuguesa ficou mais pobre, e eu também porque perdi um amigo. Até sempre Ribas... (Depoimento de Augusto Figueira, coautor da biografia dos Censurados)