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Ana Bacalhau: “Quando viram um concerto dos Deolinda, os meus colegas do Ministério das Finanças assustaram-se”

“Não reconheciam aquela pessoa que tinha a mesma cara da sua colega, mas não era a colega”. Ana Bacalhau, que acaba de lançar o segundo álbum a solo, fala sobre a forma como os palcos mudaram a “Ana muito quieta” dos tempos em que trabalhava no Ministério das Finanças, do envelhecimento nas mulheres e dos efeitos do bullying que sofreu na juventude

Ana Bacalhau falou sobre a forma como os palcos mudaram uma "Ana muito quieta", numa altura em que que acaba de lançar um novo álbum a solo, “Além da Curta Imaginação”. A vocalista dos Deolinda, que estão em pausa, recordou os tempos em que trabalhava como funcionária do Ministério das Finanças: “Quando trabalhava no arquivo era uma Ana muito quieta, no meu mundo. Recordo-me que os meus colegas do Ministério, quando viram um concerto dos Deolinda, assustaram-se comigo, não reconheciam aquela pessoa que tinha a mesma cara da sua colega, mas não era a colega. Mas estes mais de dez anos com o público também me moldaram. E a maternidade também”, disse a cantora, em entrevista ao "Diário de Notícias".

Ana Bacalhau confessa ter criado certos comportamentos defensivos por ter sido vítima de bullying na juventude (“Quando uma coisa me afeta, sorrio ainda mais para não dar parte fraca. Na altura era uma questão de sobrevivência e depois fui levando isso ao longo da vida”) e comentou os desafios das mulheres no mundo da música, à medida que vão envelhecendo. “A partir dos 40 anos deixam de aparecer nas televisões, nos media mainstream, nos grandes concertos. Não há muitos exemplos de mulheres com 50 a 60 anos a aparecer, enquanto os exemplos masculinos abundam. Já como autora só agora as coisas estão a acontecer. Temos agora uma geração com a Carolina Deslandes, a Cláudia Pascoal, a Bárbara Tinoco, a Márcia, a Francisca Cortesão”, refere.