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Dave Grohl em 2021

MAGDA WOSINSKA

Dave Grohl: “Adoro a vida e dou o meu melhor para não a perder.” Entrevista com “o tipo mais simpático do rock”

Líder de uma das maiores bandas do mundo, os Foo Fighters, Dave Grohl será também, para sempre, o baterista dos Nirvana. Comummente considerado o “nicest guy” do rock and roll, é certamente um dos mais trabalhadores. Quando a pandemia chegou, sentou-se a escrever a história da sua vida. Ao Expresso e à BLITZ, abriu o livro

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Eram 10h da manhã em Los Angeles quando Dave Grohl atendeu a chamada Zoom do Expresso. Acompanhado por uma chávena da sua ‘droga’ de eleição, o café, o vocalista e patrão dos Foo Fighters respondeu abertamente a todas as perguntas sobre a sua vida e carreira. O pretexto? A edição de “The Storyteller”, a sua primeira autobiografia. Composto por pequenas histórias, relativas a momentos e pessoas determinantes no seu percurso, o livro já está disponível em Portugal, com o título “The Storyteller — Histórias de Vida e de Música” (Ed. Marcador), e é, acima de tudo, uma carta de agradecimento a todos os que lhe permitiram seguir o sonho de fazer do rock a sua missão. Nascido há 52 anos numa pequena cidade do Ohio, e criado na pacata (aos seus olhos de adolescente, enfadonha) Springfield, no estado de Virginia, o músico norte-americano aproveitou o inesperado tempo livre trazido pela pandemia para partilhar episódios que o moldaram, das historietas mais divertidas às perdas mais pesadas. A entrada nos Nirvana e consequente ‘promoção’, de músico que tocava em bares a baterista da banda que revolucionou o rock dos anos 90, tem naturalmente honras de destaque, assim como a morte de Kurt Cobain, o líder dos Nirvana para cujo suicídio Dave Grohl não tem, ainda, respostas. “Toda a gente tem tantas perguntas — e eu também tenho! — sobre a morte do Kurt. Então não quis escrever sobre o que as pessoas quereriam saber, mas sim traçar um quadro mais geral sobre como lidar com a perda de alguém”, explicou ao Expresso o homem que acaba de ver os Foo Fighters, a banda que criou após o fim dos Nirvana, e na qual assumiu o papel de frontman, entrar no Rock and Roll Hall of Fame. Depois de tanto sucesso, Dave Grohl não sabe se ainda se pode considerar um punk mas, lido este seu primeiro tomo (ele garante que tem muitas outras histórias para contar), uma coisa é certa: o que o liga à terra é a família, da mãe professora de liceu e eterna lutadora às filhas, Violet, Harper e Ophelia, por quem certa vez deu a volta ao mundo num dia para assistir a um baile de escola.

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