Perfil

Blitz

Uma parceria com o jornal EXPRESSO

Notícias

Dino D'Santiago

Instagram Dino D'Santiago

Dino D'Santiago anuncia novo álbum, inspirado pela paternidade e pela luta do povo ‘badiu’ de Cabo Verde

“Badiu” é o título do novo álbum de Dino D'Santiago, a lançar este mês. Inspirado pelo nascimento do seu primeiro filho, o disco é também uma homenagem à jornada do povo ‘badiu’, da ilha de Santiago, em Cabo Verde. A apresentação é no Coliseu de Lisboa, em abril

Dino D'Santiago acaba de anunciar o lançamento de um novo álbum de originais. "Badiu" chega às lojas a 26 de novembro e será apresentado num concerto no Coliseu de Lisboa, a 2 de abril de 2022. Os bilhetes para o espetáculo estarão à venda a 9 de novembro.

Em comunicado de imprensa, pode ler-se que o disco foi influenciado pela paternidade (Dino D'Santiago foi pai pela primeira vez em 2021) e "por um contexto de pandemia que se revelou demasiado intenso. [O músico] rodeou-se de uma equipa de estúdio, músicos, produtores, família, e durante quatro semanas refugiou-se nos arredores de Lisboa, onde viveu, respirou, maturou e executou ideias, sons, pensamentos, música."

"Rodeado por uma paisagem bucólica, o compositor quarteirense e equipa (...) serviram-se dela para mapear o batuque, despir a kizomba de tudo o que é supérfluo, colheram harmonias onde só a morna consegue, e fizeram deste ‘Badiu’ uma ode à sua nova condição de pai do pequeno Lucas", escreve-se ainda.

Dino D'Santiago acrescenta que as novas canções foram inspiradas, também, "na jornada do povo Badiu do interior da ilha de Santiago até às metrópoles da América e Europa, até à minha Quarteira umbilical”, explica Dino d’Santiago. “A música é o grande passaporte da cultura cabo-verdiana no mundo."

A ilha de Santiago ficou conhecida como "a mais africana das ilhas de Cabo Verde", por ter recebido o maior número de pessoas escravizadas dos territórios onde se situam hoje o Senegal e a Gâmbia. "O lugar onde a população negra, aproveitando o caos provocado pelos ataques piratas à cidade de Ribeira Grande, fugia do cativeiro para as montanhas do interior. E a estes grupos de escravizados foragidos chamou-se ‘Badius’ (vadios). Um termo historicamente depreciativo mas que a partir do século XX foi sendo reapropriado e promovido a símbolo de resistência nacional e orgulho", escreve-se também.

"Badiu" sucede ao aclamado "Kriola", de 2020.