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Robb McDaniels, CEO da Beatport

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Web Summit. “Ir a uma discoteca é neste momento um direito humano básico”, defende Robb McDaniels, CEO da Beatport

Robb McDaniels, patrão da maior loja digital de música eletrónica do mundo, vem esta quinta-feira à Web Summit discutir as novas tendências na indústria global de DJs, no âmbito da presença da Embaixada Britânica no evento tecnológico. Antes, falou com a BLITZ. “Muita gente pinta mas nem todos são como Banksy, muita gente joga futebol mas nem todos podem ser Cristiano Ronaldo. A atividade do DJ não deve ser vista de forma diferente”

Para todos os que seguem atentamente os desenvolvimentos na indústria musical, a presença de Robb McDaniels na presente edição da Web Summit, que esta quinta-feira chega ao fim após quatro intensos dias passados entre a Altice Arena e a FIL, em Lisboa, é certamente um ponto alto. O atual CEO do Beatport, talvez o mais importante ponto de venda de música para DJs de todo o mundo, e fundador original da plataforma de distribuição digital INgrooves, veio integrar a discussão "Tendências e novas tecnologias na indústria global de DJ" ao lado da DJ e produtora Charlotte de Witte, no âmbito da presença da Embaixada Britânica em Portugal (#UKatWebSummit) no evento tecnológico.

Na proposta de discussão, adianta-se que “nos últimos dois anos, DJs e produtores assistiram ao aparecimento de vários novos formatos, tecnologias, ferramentas de desempenho e colaboração, e plataformas de envolvimento de fãs. Desde o streaming que finalmente chegou à cabine do DJ até à capacidade de produzir uma canção inteira no seu portátil, até ao lançamento de NFTs, novos paradigmas foram abraçados pela comunidade de DJs e produtores mais prontamente do que pela maioria da indústria musical. Os DJ-produtores estão a liderar o caminho para o futuro do que a experiência musical pode ser para a próxima geração”.

Em entrevista à BLITZ, Robb McDaniels afirma que, apesar da crescente digitalização do universo musical para que o próprio homem do leme da poderosa Beatport concorre, o auto-descrito “DJ pouco mais que horrível” garante que não vamos todos passar a dançar através de avatares e que “a experiência de ir a um clube é um direito humano básico”.

Vai integrar nesta edição da Web Summit um vasto painel de especialistas que discutem o futuro da música no domínio digital. A internet, primeiro vista como uma ameaça, tornou-se na possível salvação da música. Mas resolveu realmente todos os problemas ou apenas criou novos?
Esta é uma questão interessante porque a única razão pela qual temos música em primeiro lugar é por causa da tecnologia e da inovação! Há sempre um período de ajustamento quando são introduzidos novos formatos ou métodos de produção e consumo de música, mas inevitavelmente isso apenas resulta em mais opções para o artista e para o fã. Muitos dos meus amigos ainda ouvem vinil, mas também têm um auricular VR e mergulharão nesse meio tanto quanto se perderão na riqueza de um giradiscos. Não há maneira certa ou errada de desfrutar da música, e a tecnologia continuará a ajudar a nossa indústria a evoluir.

Uma das discussões será realizada sob o tema "The New Live". Uma vez que, através do Beatport, tem criado novas formas digitais de levar a música até aos DJs, também vê um futuro onde o clubbing se torna uma experiência digital completa?
Nunca. A experiência de ir a um clube é um direito humano básico neste momento!

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