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Chico Fininho não é bem português, mas não faz mal. Como Rui Veloso mudou a música em Portugal, há 40 anos

No ano da eclosão da pandemia, Rui Veloso não pôde festejar condignamente o 40º aniversário do seminal “Ar de Rock”. Mais do que um primeiro registo, o álbum de 1980 foi também o rastilho de um 'boom' que mudou para sempre a forma de se fazer e ouvir música em Portugal. A um mês de concertos em Lisboa e Porto que porão em dia as celebrações, recuperamos um longo artigo publicado em 2010, que conta como nasceu um clássico e o caminho que se trilhou até lá chegar

«Deve ter sido na viola do meu pai que eu comecei por meter as mãos», afirma Rui Veloso, quando questionado sobre como tudo começou. Rui fala à BLITZ numa sala cheia de guitarras - contamos mais de 30, só ali! - com o seu iPhone silenciado e uma das suas amadas guitarras a postos, pousada nos joelhos. Ao longo da conversa, vão saindo notas do instrumento eleito para o acompanhar naquele momento, como se as memórias fluíssem melhor com banda-sonora. Para Rui Veloso, amar as guitarras é um sintoma de amar a música. E tê-las por perto é guardar as margens da memória. «Está ali a viola do meu pai. Ainda existe. Foi feita cá em Portugal e por acaso é boa, gosto imenso dela. Tem mais de 60 anos, seguramente, e está ali impecável. Foi com aquela guitarra que eu comecei a querer tirar uns acordes, nem sei bem porquê». É para isso que cá estamos.

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