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Rolling Stones não esperavam que doença de Charlie Watts fosse fatal

Mick Jagger, Keith Richards e Ronnie Wood, dos Rolling Stones, falaram sobre a última vez que estiveram com Charlie Watts no hospital antes de o baterista morrer. “Dava para perceber que ele estava muito cansado e farto de tudo aquilo. Disse-me: ‘Estava mesmo com esperança de já não estar aqui neste momento’”

Os Rolling Stones confessaram, numa nova entrevista, que não estavam à espera que os problemas de saúde do baterista Charlie Watts fossem fatais e que acreditavam que ele se juntaria à banda para a digressão. As causas da morte do músico britânico ainda não são conhecidas.

Mick Jagger, Keith Richards e Ronnie Wood recordaram também ao Los Angeles Times a última vez que estiveram com o colega de banda no hospital antes de ele morrer no dia 24 de agosto.

"Assistimos a corridas de cavalos na televisão", lembra Wood, "dava para perceber que estava muito cansado e farto de tudo aquilo. Disse-me: 'Estava mesmo com esperança de já não estar aqui neste momento'. Depois disso houve umas complicações e já não me deixaram voltar. Nem a mim nem a ninguém".

Keith Richards, por seu lado, confessou ter pouco a dizer sobre a morte do colega: "Ainda estou a tentar lidar com a situação. Acho que não consigo ser muito erudito ao falar sobre o Charlie neste momento".

Já o vocalista, Mick Jagger, refletiu sobre a continuação da banda depois da morte de Watts. "É pouco provável que, depois de tanto tempo numa banda, não haja mudanças. Claro que esta é provavelmente a maior que nos aconteceu, mas sentimos - e o Charlie também sentia - que deveríamos fazer esta digressão".

"Já a tínhamos adiado um ano e o Charlie disse-me: 'Vocês precisam de fazer isto. Toda a equipa tem estado sem trabalho, não os vão deixar sem trabalho novamente'. Portanto, penso que continuar foi a decisão acertada", continuou Jagger, "as pessoas levam cartazes para os concertos a dizer 'Sentimos a tua falta, Charlie' e eu também sinto".