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Como ser Paul McCartney em seis lições (com uma ajudinha de Rick Rubin). A melhor ‘masterclass’ para este fim de semana

“McCartney 3,2,1” coloca frente a frente Paul McCartney e o produtor Rick Rubin numa ‘aula’ de seis episódios sobre a discografia dos Beatles. Na plataforma de streaming Disney+

Poderá não ter sido o melhor álbum dos Beatles (a doutrina divide-se), mas aquele que é, sem dúvida, um dos mais importantes objetos culturais pop da segunda metade do século XX — “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” — foi assim intitulado apenas porque, à mesa, alguém se dirigiu a Paul McCartney pedindo-lhe “Pass the salt and pepper” e este julgou ter ouvido “Sergeant Pepper”. Por outro lado, a famosíssima capa dupla (concebida por Peter Blake, Jann Haworth e pelo fotógrafo Michael Cooper a partir de um esboço de John Lennon — ou Paul McCartney, a doutrina divide-se, de novo) — e as 71 figuras nela representadas teve, na origem, uma intenção assaz prosaica e utilitária: na primeira era dos LP era comum que, após a aquisição de um disco, fosse necessário passar algum tempo de viagem em transportes públicos até poder colocá-lo sobre o prato do gira-discos. Esse tempo seria habitualmente preenchido perscrutando todos os pormenores da capa do objeto amado. A ideia era que, com “Sgt. Pepper”, fossem necessárias umas quantas viagens de autocarro até que ele pudesse ser integralmente decifrado. No que à própria música diz respeito, Jimi Hendrix não precisou de tanto tempo: três dias após a publicação do álbum, abriu o seu concerto no Saville Theater, de Londres, com uma versão fumegante de ‘Sgt Pepper’s’. No meio do público, estavam George Harrison e Paul McCartney.

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