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White Stripes e Strokes em 2001

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2001, o ano em que o rock voltou a ser real. 20 anos depois, o que sobra dos clássicos dos Strokes e White Stripes?

Os White Stripes e os Strokes fizeram em 2001 as últimas bandas sonoras de um mundo normal. Depois caíram as Torres Gémeas, foi lançado o iPod, apareceram as redes sociais e o streaming, a vida nunca mais foi igual. Duas décadas volvidas, o nervo de “White Blood Cells” e “Is This It” mantém-se, porém, incólume. Revisitamos dois grandes álbuns e tentamos responder à questão: como foi possível ressuscitar o rock que muitos julgavam morto?

Em 2001, numa crítica publicada na então emergente "Pitchfork" com dupla, e por isso mesmo estranha, assinatura de Dan Kilian & Ryan Schreiber, sublinhava-se o impacto de White Blood Cells dos The White Stripes, explicando-se que era um álbum que apetecia escutar todos os dias, várias vezes ao dia, e que para satisfazer tal desejo tinha sido gravado no lado A de uma cassete de 90 minutos: “farto-me de gastar pilhas a fazer fast-forward no lado B para poder voltar a ouvir o White Blood Cells”, rematava o Dan (ou então era o Ryan...). Vinte anos depois, do alto da montanha construída com todos os iPods descartados do mundo, onde o sinal de wi-fi é forte e o streaming é límpido, apetece perguntar: “mas por que raio é que o Dan (ou o Ryan...) não gravou o White Blood Cells também no lado B?” É que, mesmo este tempo todo depois, compreende-se esse incontrolável impulso de carregar no play e deixar que o feedback inicial de “Dead Leaves and the Dirty Ground” nos leve nesse electrificado caminho que conduz a “This Protector” para depois voltarmos a repetir tudo, uma e outra vez. As duas décadas volvidas, há que reforçar, não fizeram a mínima mossa a este disco.

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