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Rita Carmo

Álvaro Covões: “A economia vai ter de abrir e vamos ter de aprender a viver com o vírus”

Álvaro Covões, organizador do festival NOS Alive e dirigente da associação de promotores de espetáculos e festivais, escreveu um longo texto de desagrado face às restrições suscitadas pela pandemia de covid-19, sugerindo mudanças em dois ministérios e terminando a apelar que não se deem notícias “que afastem os turistas”

Álvaro Covões, diretor da promotora Everything is New e dirigente da APEFE (Associação de Promotores de Espetáculos, Festivais e Eventos), partilhou um longo texto de desagrado nas redes sociais, no qual defende que "a economia vai ter de abrir e vamos ter de aprender a viver com o vírus".

Insurgindo-se contra as "imensas" limitações à cultura em Portugal, reclama: "Hoje eu devia estar a trabalhar no NOS Alive junto de mais de 5,500 trabalhadores, entre artistas, técnicos, profissionais da cultura, seguranças, assistência médica, polícia e bombeiros, profissionais de restauração e promotores, mas estamos pelo segundo ano consecutivo proibidos de trabalhar".

"Talvez tivesse sido uma boa estratégia permitir festivais para vacinados e assim incentivar a população mais jovem a tomar rapidamente a vacina", sugere Covões, "mas não, optou-se até agora, pela campanha do medo. As empresas da cultura, eventos, hotelaria e restauração precisam de trabalhar".

Defendendo uma remodelação no governo, particularmente nas "pastas da saúde e da administração interna", o responsável da Everything is New pede ainda: "parem de dar más notícias sobre Portugal, que afastam os turistas que tanto necessitamos, para além de dar uma imagem péssima do país".

Recorde-se que o NOS Alive, caso não tivesse sido novamente adiado para 2022, estaria neste momento a decorrer no Passeio Marítimo de Algés.

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