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De repente, quatro mulheres deixaram Portugal em polvorosa. A história das Doce contada por quem a viveu

Há 40 anos, Lena Coelho, Teresa Miguel, Laura Diogo e Fátima Padinha traziam cor a um país a preto e branco. “Bem Bom”, o filme biográfico que esta quinta-feira chega aos cinemas, traz para a frente o impacto que as Doce tiveram num pós-25 de Abril pouco preparado para as acolher. A história do primeiro fenómeno pop em Portugal contada pelos seus principais protagonistas

Quando Portugal inteiro aprendeu a cantar “quem ama por gosto não cansa”, passara-se aproximadamente meia década desde o 25 de Abril. A polémica ‘Desfolhada Portuguesa’ de Simone de Oliveira, que cantara aos quatro ventos “quem faz um filho fá-lo por gosto”, tinha ficado lá atrás, mas as mentalidades de um país em reconstrução continuavam a não estar preparadas para quatro mulheres despudoradas. Em nome dos bons costumes, houve quem não visse com bons olhos a chegada das Doce ao cenário cinzento da música pop portuguesa. Concertos cheios em todo o país, canções que viraram hinos e participações memoráveis no Festival da Canção não chegaram para abafar os rumores e as críticas. Ainda assim, tornaram-se um sucesso retumbante. Quarenta anos volvidos, o mito não só continua vivo como é imortalizado no novo filme biográfico “Bem Bom”. “Dei-me mais conta daquilo que as Doce eram quando acabaram”, desabafa ao Expresso Lena Coelho, uma das quatro fundadoras do grupo. “Apesar daqueles espetáculos com milhares de pessoas em que sentíamos ‘bolas, esta gente gosta de nós’, fosse por atração sexual, pelas músicas, a cor dos cabelos ou as roupas, só senti o peso das Doce depois. E, principalmente, sinto-o hoje. Vai sair um filme com a história das Doce, e isso quer dizer muito.”

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