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Para Morrissey, a Covid-19 é “um embuste” e as medidas tomadas para combater a pandemia “semelhantes à escravatura”

Morrissey, um conhecido misantropo, lamentou não ter podido contactar com pessoas durante a pandemia. Em entrevista ao seu próprio sobrinho, comparou as medidas tomadas para combater a Covid-19 às ações de "um imperador chinês"

Morrissey deu uma entrevista ao seu próprio sobrinho, Sam Rayner, publicada no seu website oficial.

Para o ex-Smiths, os últimos 18 meses foram "semelhantes à escravatura", culpando a "Con-vid" - um trocadilho entre "con", ou "embuste", e o nome da doença provocada pelo novo coronavírus - pelo facto de "já ninguém conseguir concordar com outra pessoa".

"Trouxe à tona o que de pior há nas pessoas. Não estávamos nisto juntos. Impediram-nos de ver e ouvir outras pessoas e, acima de tudo, tu queres estar com os outros que veem e ouvem o que tu vês. Isto é oxigénio básico para a alma humana".

Morrissey, que ao longo da carreira se tornou conhecido também pela sua misantropia, criticou ainda as medidas tomadas para combater a pandemia: "isto é semelhante à escravatura".

"Há cada vez mais pessoas na pobreza, o que é outra forma de escravatura, assim como os impostos e todas as outras formas que usam para nos identificar e seguir".

"A nossa liberdade restringe-se a visitar supermercados e comprar sofás. O governo comporta-se como um imperador chinês", rematou.