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Kings of Convenience

Os Kings of Convenience tocam baixinho mas tocam fundo. Entrevista com a banda que esperou pelo momento certo para voltar

12 anos depois do último álbum, os noruegueses Kings of Convenience estão de regresso com “Peace of Love”, um belíssimo álbum onde pouco ou nada mudou, face ao que conhecemos desta dupla de vozes doces e guitarras em suave despique. Erlend Øye, metade da dupla, falou com a BLITZ sobre os concertos mais memoráveis em Portugal e os guitarristas que não lhe dizem nada

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

É de um quarto na sua casa na Sicília, no qual foi gravado parte do novo álbum dos Kings of Convenience, "Peace or Love", que Erlend Øye nos fala, via Zoom, do aguardado regresso da banda norueguesa aos discos e aos palcos. Em maio de 2022, têm visita marcada a Portugal, para concertos no Coliseu do Porto (dia 16) e de Lisboa (18 e 19).

Este é o primeiro álbum dos Kings of Convenience em 12 anos. Estão entusiasmados por estarem de volta?
Sem dúvida. Gostávamos de ter voltado mais cedo, mas a dinâmica da nossa banda fez com que demorasse muito tempo. Somos uma democracia de duas pessoas, por isso muitas das nossas conversas acontecem em modo “um contra o outro”. Mas estamos felizes por estarmos de volta. Como és de Portugal, digo-te que temos recordações incríveis de tocar em Cascais, há muitos anos, num castelo [foi na Cidadela de Cascais, no EDP Cool Jazz Fest de 2008]. E essa é a nossa grande motivação: voltar a poder tocar para uma grande multidão ao ar livre.

Sentem muito a falta dos concertos? De terem pessoas à vossa frente, a vibrar com a vossa música?
A vida de um artista que grava é cheia de dúvidas. Porque podes sempre fazer melhor. Quando dás um concerto, também podes pensar que podia ter sido melhor. Contudo, o concerto já acabou! Podes ficar mais ou menos satisfeito, mas o dia chegou ao fim. Isso dá a todos os músicos uma sensação de: “hoje tive um bom dia de trabalho”. E durante esta pandemia, essa sensação de “hoje tive um bom dia de trabalho” tem sido difícil de atingir.

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