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Jim Morrison, dos Doors

Génio. Louco. Deus. Jim Morrison morreu há 50 anos em Paris (e o rock não voltou a ser o mesmo)

A 3 de julho de 1971, o turbulento vocalista dos Doors seguia os passos de Jimi Hendrix, Brian Jones e Janis Joplin, e engrossava a lista macabra de músicos que se despediram do mundo aos 27 anos. Foi também aí que James Douglas Morrison se transformou numa estrela ainda maior do que aquela que os anos 60 poderiam ter sustentado, “o único verdadeiro poeta vomitado pelo rock and roll”. No dia em que passam 50 anos da sua partida, republicamos a história de um homem tão genial como imprevisível. Jim Morrison morreu, o Rei Lagarto está vivo

Uma viagem rápida pelas décadas permite perceber que a controvérsia não abrandou com a morte de Jim Morrison, a 3 de julho de 1971. Al Aronowitz, no obituário assinado no New York Post em 1971, começava por escrever que «todos fazemos pactos com o diabo», adiantando depois que supunha «que Jim Morrison deve ter percebido que também o fez», inscrevendo assim o vocalista dos Doors naquela recorrente mitologia que se estende até Robert Johnson e que parece indicar haver uma dimensão sobrenatural para os que aceitam lidar com os seus fantasmas atrás de um microfone. Mas Aronowitz terminava o seu texto numa toada otimista, alegando que Jim poderia ter alcançado um certo grau de paz nos últimos dias da sua vida. Na revista Sounds, em dezembro de 1978, o álbum póstumo An American Prayer levava Sandy Robertson a escrever que «Jim era mais Lautréamont do que Presley», referindo-se ao mesmo poeta francês que inspirou Maldoror, dos Mão Morta. Robertson não hesita e declara mesmo que «Morrison poderá ter sido o único verdadeiro poeta vomitado pelo rock and roll».

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