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Bana, o anfitrião (de microfone na mão), à frente de uma banda com 
Leonel Almeida (voz), Morgadinho (trompete) e Paulino Vieira (guitarra)

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A história do Monte Cara, o clube cabo-verdiano de Lisboa onde os políticos e os artistas dançavam até de manhã

O Monte Cara foi o primeiro clube e restaurante a trazer a cultura de Cabo Verde para o centro de Lisboa. 45 anos depois, os músicos que por lá animavam as noites querem reimaginar a música que fazia dançar as elites políticas e culturais do país e que levou à Rua do Sol ao Rato nomes tão distintos como Ramalho Eanes, António Guterres, os Heróis do Mar ou Carlos do Carmo

Lisboa, 1976. No ano em que entrou em vigor a atual constituição portuguesa, resultado dos trabalhos levados a cabo pela primeira Assembleia Constituinte eleita em 1975, abria de forma discreta, bem perto de São Bento, o restaurante Monte Cara, que se afirmaria como templo da cultura cabo-verdiana na capital e um dos mais respeitados marcos da diáspora de um país que conquistou formalmente a sua independência a 5 de julho de 1975. Esse espaço, gerido por Adriano Gonçalves — Bana, como era por todos conhecido — funcionou até ao arranque dos anos 90 e impôs-se como um verdadeiro laboratório da modernidade musical de Cabo Verde, acolhendo no seu palco artistas como Armando Tito, Celina Pereira ou Cesária Évora, entre tantos outros.

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