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Rita Carmo

Rui Reininho: “Sinto ternura mas também embaraço por algumas figurinhas que fiz. Assumi uma personagem”

Com o segundo álbum a solo acabado de sair e concertos de apresentação à porta, a voz dos GNR falou longamente com a BLITZ sobre um percurso de mais de 40 anos na música. Abordando virtudes e pecados, mas sem arrependimentos, Reininho assume: “Criei uma personagem. Reconheço-a e não a reconheço”

Lançou recentemente “20.000 Éguas Submarinas”, segundo disco a solo, em paralelo com o longo percurso dos GNR, dos quais é vocalista há 40 anos. Com concertos de apresentação a caminho - no festival Jardins Efémeros, em Viseu, a 10 de julho; no ciclo Warm Up, que precede a Feira do Livro do Porto, no fim de semana de 16 a 18 de julho -, Rui Reininho foi no mês passado convidado do podcast Posto Emissor.

“Sinto alguma ternura mas também embaraço por algumas figurinhas que fiz. Assumi uma personagem”, admitiu o músico, percorrendo virtudes e sobressaltos de uma longa carreira e uma vida de 66 anos. "Reconheço e não reconheço essa persona. Mesmo em termos do tom de voz e da postura. Por alturas do [primeiro álbum a solo, de 2008] 'Companhia das Índias' falava de um indivíduo tripolar. Agora se tivesse um busca-pólos, não sei [se acendia]”. “Não me arrependo de todos os esses erros. Tem sido uma vida mais para o [lado do] maravilhoso”, concede.

Ouça ou recorde a conversa com Rui Reininho: