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Gisela João

Gisela João: “Acordo às 5 da manhã e não durmo mais. Digo que ando ansiosa e não sei porquê. Mas sei, claro que sei”

“Este andar sempre a remar para tentar não me afogar. Arranjam-se tácticas para não ir ao fundo. No meu caso tento transmitir normalidade, mas nem sempre dá. É que ninguém é de ferro”. O texto emocionado que Gisela João escreveu depois de marcar presença na manifestação de músicos e promotores de concertos em Lisboa

Gisela João partilhou nas redes sociais um longo e emocionado desabafo sobre a situação da cultura e dos espetáculos em Portugal, em contexto de pandemia, depois de participar esta quarta-feira na manifestação de músicos, promotores de concertos e profissionais do espetáculo contra o "cancelamento do verão" e a "medida injusta" dos testes obrigatórios à covid-19.

"Tenho saudades da minha família da música e de toda aquela família que se conhece da estrada, que monta os palcos, produz os festivais", confessa a fadista, "ontem na manif vi tanta gente que via quase todas as semanas e que agora não via há mais de um ano. Acordo às 5 da manhã de sobressalto e não durmo mais. Digo que ando ansiosa e não sei porquê. Sei, sei, claro que sei! É isto tudo! Este andar sempre a remar para tentar não me afogar".

Dizendo que vai arranjando "táticas para não ir ao fundo" e que tenta "transmitir normalidade", Gisela acrescenta: "é o que todos neste setor temos feito, tentar não endoidecer, mas sem ver terra ao fundo, os braços, esses, já doem muito". A concluir, deixa um pedido: "não nos larguem a mão, a cultura é mega segura, e aos senhores que mandam, ajuda é necessária".

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