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Mais de metade dos festivais britânicos foi cancelada

Depois do otimismo inicial dos promotores quanto ao verão de 2021, os números demonstram uma realidade menos animadora. "É uma questão existencial. Sem ação do Governo, esta temporada de festivais está a desmoronar-se e corremos o risco de estes festivais nunca mais voltarem"

Mais de 50% dos festivais britânicos com capacidade para pelo menos 50 mil pessoas foram cancelados, revelou um estudo da Associação de Festivais Independentes.

Segundo esta sondagem, muitos dos promotores planeiam realizar os seus eventos mais tarde.

Inicialmente, os promotores de música britânicos mostraram-se otimistas em relação ao regresso da música ao vivo este ano. Porém, depois de o Governo de Boris Johnson adiar a reabertura pós-pandémica de 21 de junho para 19 de julho, muitos dos festivais acabaram por ter de ser cancelados.

Citado pela imprensa britânica, Paul Reed, CEO da Associação de Festivais Independentes, criticou o Governo britânico por não ajudar os promotores, nomeadamente através da criação de seguros, rematando: "É uma questão existencial. Sem ação do Governo, esta temporada de festivais está a desmoronar-se e corremos o risco de estes festivais nunca mais voltarem."

Tal como em Portugal, a demora na publicação dos resultados dos eventos-teste causou muitas críticas; entretanto, as conclusões já reveladas demonstram que, entre 58 mil pessoas que assistiram a nove espetáculos, apenas 28 pessoas contraíram covid- Porém, apenas 15% dos que assistiram aos concertos fizeram um teste PCR.

Em Portugal, têm-se sucedido os cancelamentos de festivais de verão. Entre os grandes eventos de verão, apenas o Meo Sudoeste, agendado para o início de agosto, na Zambujeira do Mar, continua marcado