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Radiohead em 2000

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Há 20 anos, os Radiohead matavam o rock e começavam de novo. A história de duas obras-primas: “Kid A” e “Amnesiac”

“Kid A” e “Amnesiac”, lançados com pouco mais de seis meses de intervalo, são duas faces de uma mesma moeda rara: um grupo em busca do desconhecido. Esta é a história de uma banda que pensávamos que já tinha feito tudo com “OK Computer” e afinal estava só a começar...

Chegados a um ponto similar ao que os Radiohead atingiram em OK Computer, boa parte dos grupos de rock procuram refinar fórmulas, aperfeiçoar ideias, mas nunca guinar repentinamente à esquerda, tentando largar a bagagem acumulada e encetar uma criativa fuga numa direção inteiramente nova. A indústria musical inventou até uma expressão para descrever tal atitude: “suicídio comercial”. Mas, no caso de Thom Yorke e companhia, um proverbial tiro no pé das expectativas comerciais parecia, ainda assim, mil vezes mais saudável do que o mais dramático tiro na cabeça com que Kurt Cobain decidiu deixar este plano de existência meros três anos antes dos Radiohead terem “rebentado” com Ok Computer.

Os sinais de alerta chegaram a surgir, como Steven Hyden tão nitidamente relatou em This Isn’t Happening, livro sobre o conturbado período que viu nascer Kid A. o autor relata um par de colapsos nervosos em Birmingham, em Novembro de 1997, o primeiro horas antes de um concerto, com Thom Yorke a tentar “fugir” da arena, metendo-se num comboio onde foi imediatamente reconhecido e rodeado de fãs.

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