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Álvaro Covões

Rita Carmo

Álvaro Covões fala em “sentença de morte para a cultura”. “O público não vai querer pagar um teste para ver um espetáculo”

A norma anunciada esta terça-feira pela DGS prevê a testagem à covid-19 de todos os espectadores em concertos com mais de mil pessoas ao ar livre ou mais de 500 em ambiente fechado, descartando a gratuitidade dos testes. Falando em nome dos promotores de espetáculos, Álvaro Covões acredita que a medida “vai resultar no fim do trabalho” e fala em “sentença de morte para a cultura”

Álvaro Covões, diretor da Everything Is New, que organiza o NOS Alive, e representante da APEFE (Associação de Promotores de Espetáculos, Festivais e Eventos), considera que as novas normas da Direção-Geral de Saúde para os concertos são incompreensíveis e representam uma "sentença de morte" para o setor da cultura.

As declarações de Álvaro Covões vêm na sequência do anúncio, por parte da DGS, de que os espectadores de eventos culturais com mais de 500 pessoas em recinto fechado, ou mais de mil ao ar livre, terão de fazer teste covid.

"Vai resultar no fim do trabalho, porque 90% do público não vai querer pagar do seu bolso um teste para ir ver um espetáculo", afirmou Álvaro Covões à rádio TSF. "Retiraram-nos o direito ao trabalho. Isto foi uma sentença de morte para o setor da cultura."

"O setor da cultura foi sempre apontado, tanto pelo Governo como pelas autoridades de saúde, como um bom aluno, que sempre cumpriu as regras e era apontado como um exemplo. Passámos de bons alunos a bestas, e não percebemos porquê", lamenta o empresário.