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Festivais de música em Inglaterra estão em risco de cancelamento

Depois do otimismo, um forte revés: o adiamento do levantamento das restrições covid no Reino Unido pode deitar por terra o regresso generalizado dos festivais de música no país. Sem ajuda do governo, defendem os promotores, a maior parte dos eventos pode ser cancelada

A Association of Independent Festivals (AIF) requisitou uma intervenção urgente do governo do Reino Unido, de apoio aos festivais de verão, após a data final para o desconfinamento naquele país ter sido adiada por um mês - de 21 de junho para 19 de julho.

Em conferência de imprensa, o primeiro-ministro Boris Johnson justificou esta decisão com o facto de se terem vindo a registar "mais infeções e mais hospitalizações" ao longo das últimas semanas, devido à chamada variante Delta da Covid-19.

Segundo Johnson, existia uma "possibilidade real de que o vírus ultrapassasse a vacina" e causasse "milhares de mortes a mais", a menos que o país esperasse mais um mês para cumprir todas as quatro etapas para o desconfinamento.

Em maio, a AIF emitiu um "alerta vermelho" e afirmou que as negociações com o governo "fracassaram", assim que a ausência de um seguro para festivais gerou o cancelamento generalizado deste tipo de eventos, neste verão.

Um estudo da AIF mostra que 26% de todos os festivais do Reino Unido com capacidade para mais de 5 mil pessoas anunciaram que não se poderiam realizar este ano. A organização afirma que, sem a ajuda do governo, a maioria dos restantes festivais será cancelada.

Com o levantamento das restrições adiado para o dia 19 de julho, 93% dos demais festivais ainda se poderia realizar no verão, mas não sem seguro. A maioria dos custos de um festival em Inglaterra decorre um mês antes do evento, com o custo médio de organizar um festival cifrado em mais de 6 milhões de libras (6,9 milhões de euros).