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Moby: “Vocês, portugueses, inventaram a música mais triste de sempre”

“Uma canção alegre nunca terá o mesmo impacto que uma canção mais melancólica e sombria. As pessoas sentem-se atraídas pelas canções mais tristes. A música portuguesa é um exemplo perfeito disto”, acredita Moby, que em entrevista exclusiva ao Expresso afirma ser admirador de fado

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Em entrevista ao "Expresso", Moby, que acaba de lançar o disco com orquestra "Reprise" e o documentário "Moby Doc", falou do apelo das canções mais tristes - algo que, de resto, sai sublinhado dos arranjos das suas canções em "Reprise", álbum que conta com a participação de convidados como Gregory Porter e Mark Lanegan.

"Uma canção alegre nunca terá o mesmo impacto que uma canção mais melancólica e sombria", acredita o norte-americano. "No 'Play' [o seu álbum de maior sucesso, de 1999], duas das canções mais bem sucedidas foram ‘Honey’ e ‘Why Does My Heart Feel So Bad’. Contudo, nunca ninguém me veio dizer que a ‘Honey’ era a sua canção favorita. As pessoas sentem-se atraídas pelas canções mais tristes e emocionais [como 'Why Does My Heart...']".

"A música triste, tal como a literatura ou a pintura tristes, oferece um certo conforto. A música portuguesa é um exemplo perfeito disto. Vocês [portugueses] inventaram aquele que é provavelmente o género musical mais triste de todos os tempos", afirma Moby, revelando-se fã de fado.

Aos 55 anos, o artista de música eletrónica mais bem-sucedido fala em exclusivo ao Expresso. Leia aqui a entrevista, na íntegra.