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Mísia: “Como estava divorciada, diziam que era lésbica e comunista. Fui violentamente atacada”

A fadista Mísia juntou-se a Carolina Deslandes e a Lena d'Água para uma conversa na rádio sobre os desafios que as mulheres enfrentam na indústria musical. E, abordando o início da sua carreira, não deixou nada por dizer

A fadista Mísia diz ter sido "violentamente atacada" no início da sua carreira musical por não ter prestado "vassalagem" às figuras masculinas que davam "a validação" no contexto da indústria musical. "Apresentei-me como faço tudo, a andar alegremente sobre um campo de minas, não olhei para o lado", assume a artista em declarações à rádio TSF.

“Fui violentamente atacada. E várias das críticas que faziam, das coisas que diziam, como eu estava divorciada, coisas que para eles eram críticas, para mim não era nenhum insulto, era que eu era lésbica, sabiam tudo, que eu era comunista, não sou uma coisa nem outra, nunca fui nem penso vir a ser, e que conseguia tudo na horizontal. Porque cantava com minissaia”, recorda Mísia.

"O que incomodou mais os patriarcas foi o meu discurso", continua, "tinha opiniões e isso era uma coisa que, naquela altura, as fadistas, e mesmo os fadistas, não davam. Excetuando, claro, a grande Amália. Diziam sempre coisas genéricas e eu tinha opiniões. Houve uma animosidade não só por ser mulher mas por ser o tipo de mulher que eu era".

As declarações da fadista foram feitas no programa "Botequim", da rádio TSF, no qual se juntou a Carolina Deslandes e a Lena d'Água para falar sobre os desafios que as mulheres enfrentam na indústria musical.