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André Tentugal

Capicua: “Para mim foi uma bênção não ser uma mulher propriamente bonita, porque me tornou uma pessoa mais interessante”

Capicua fala sobre as lições feministas que aprendeu no hip-hop, o seu processo criativo e os seus maiores receios

Capicua falou sobre o seu processo criativo, alguns dos seus receios e a forma como começou a dedicar-se ao hip-hop e às causas sociais.

Em entrevista ao podcast Reset, de Mariana Cabral, mais conhecida como Bumba na Fofinha, a autora de "Madrepérola" partilhou: "Para mim foi uma bênção eu não ser uma mulher propriamente bonita, porque me tornou uma pessoa mais interessante. Na pré-adolescência e na adolescência eu estava a fazer graffiti e militava num partido político", conta, lamentando que os homens tenham mais facilidade em seguir os seus talentos e interesses.

"Eu já fui magra, numa altura em que estava deprimida, e não gostei da experiência - não tinha a ver comigo", acrescenta. "Como nunca fui propriamente magra, e quando estive magra não estava feliz, associei a magreza à ansiedade", explica, referindo-se ao stress que sofreu enquanto preparava o seu doutoramento.

No mesmo podcast, dedicado ao tema do fracasso, Capicua garante que foi enquanto rapper que aprendeu a lição "mais feminista" da sua vida e lamenta que a pandemia não lhe tenha permitido apresentar devidamente o seu álbum mais recente. “Enquanto eu não for para o palco, o disco não está consumado”, considera.