Perfil

Blitz

Uma parceria com o jornal EXPRESSO

Notícias

My Bloody Valentine

Como os My Bloody Valentine descobriram um rock completamente novo. Entrevista com Kevin Shields, o pai e o professor do 'shoegaze'

Entre o final dos anos 80 e o início dos 90, os My Bloody Valentine ampliaram o espectro cromático do rock e inventaram um subgénero, o shoegaze. No momento que toda a discografia da banda é reeditada, Kevin Shields fala-nos de uma música que tanto pode acariciar como gerar um tsunami. “A essência do rock’n’roll é aquela energia masculina do ímpeto para a frente e do ataque. O que fizemos foi subtrair o ataque”

Kevin Shields tinha 11 anos quando pegou em dois gravadores e se entreteve a registar uma montagem de todos os sons que ia encontrando em casa: o aspirador, os utensílios da cozinha, brinquedos, pratos, talheres, risos. Na altura, ignorava que àquilo se chamava musique concrète. Cinco anos mais tarde, também não sabia sequer afinar a guitarra elétrica que os pais lhe haviam oferecido pelo aniversário, mas isso não o impediria de, perante o convite para fazer parte de uma banda, ter respondido com um enfático “Sim!” Muito menos seria capaz de imaginar que, nas próximas décadas — e, em especial, entre 1988 e 2013 —, iria ser o guitarrista e visionário sonoro de uma banda, My Bloody Valentine, que, em apenas três álbuns, ampliaria radicalmente o espectro cromático do rock e, de caminho, involuntária e relutantemente, criaria um subgénero, o shoegaze.

Artigo Exclusivo para assinantes

BLITZ é uma marca do Expresso.

Já é assinante?
Comprou o Expresso? Insira o código presente na Revista E para continuar a ler