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António Manuel Ribeiro

Rita Carmo

António Manuel Ribeiro: “No primeiro dia de escola chorei à brava. Um professor, uma régua. É a jogar à bola que venço a timidez”

“Na sala de aulas, dois retratos na parede: de Américo Tomás e Oliveira Salazar. Mas depois começamos a crescer e eu jogava muito bem à bola”. A infância de António Manuel Ribeiro, num contexto de "moral muito rígida", vista à distância de algumas décadas. Para ouvir no Posto Emissor

António Manuel Ribeiro é o convidado do episódio desta semana do Posto Emissor, o podcast semanal da BLITZ. Em conversa com Luís Guerra, o músico fala sobre as origens de um álbum a solo feito de canções que foram, ao longo dos anos, ficando longe do âmbito estético dos UHF, e cujo título remete para uma infância passada sob a mão firme da mãe. “As Canções da Casa Escura” são, nas suas palavras, “uma espécie de colheita de repouso”, que outra “casa escura”, a pandemia, conduziu ao momento certo de edição.

Numa conversa sobre paixões e aversões, o músico reflete também sobre Portugal, evocando episódios que considera exemplares na definição da personalidade “bipolar” da nação: das trevas da ditadura às ideologias vazias que procuram corroer a democracia, detendo-se na atual situação a que estão submetidos trabalhadores agrícolas imigrantes em Odemira.

Recordando a sua entrada na escola, no final dos anos 50/início dos anos 60, António Manuel Ribeiro destaca "uma moral muito rígida que na escola se sentia de forma quase militar". A régua do professor e os retratos de Américo Tomás e António Oliveira Salazar na parede da sala de aula também lhe ficaram na memória.

"Mas jogava muito bem à bola e é assim que venço a timidez e estabeleço amizades", conta o músico.

Ouça aqui a resposta completa, pelos 5m 8s.