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Os festejos dos adeptos do Sporting nas ruas de Lisboa

Pedro Fiuza/Getty Images

Técnicos de espetáculos criticam autoridades e lamentam “tratamento de exceção concedido ao futebol”

A Associação Portuguesa de Serviços Técnicos para Eventos (APSTE) condena o regime de exceção concedido ao futebol quando “os setores da cultura e dos eventos estão praticamente impedidos de trabalhar desde março de 2020”. Em causa estão os festejos dos adeptos do Sporting em Lisboa, na noite de terça-feira, depois de o clube se tornar campeão nacional

Os técnicos de eventos criticam as autoridades nacionais pelo "tratamento de exceção concedido ao futebol" na sequência dos festejos dos largos milhares de adeptos do Sporting em Lisboa, na noite de terça-feira, depois de o clube se tornar campeão nacional. Durante os festejos, não houve qualquer tipo de distanciamento social e muitas pessoas apresentaram-se sem máscara.

"A Associação Portuguesa de Serviços Técnicos para Eventos (APSTE) vem por este meio expressar a sua profunda indignação face aos dois pesos e duas medidas aplicados pelo Governo no momento de tomar decisões em relação à indústria do futebol", lê-se no comunicado de imprensa divulgado pela associação, criada em 2020.

Relembrando que "os setores da cultura e dos eventos estão praticamente impedidos de trabalhar desde março de 2020", a associação acrescenta que se encontram, neste momento, "a realizar testes-piloto sob rigoroso escrutínio, devido às limitações impostas pelo Governo a propósito da covid-19", algo que não aconteceu na terça-feira, quando "foram permitidas aglomerações a milhares de adeptos e muitos sem estarem devidamente protegidos contra os perigos da pandemia".

Pedro Magalhães, presidente da APSTE, critica "a permissividade concedida a alguns, um pouco por todas as regiões do país, quando andamos há mais de um ano sem poder desenvolver a nossa atividade sob o pretexto de que os concertos, peças de teatro, festivais, e outros tantos eventos, são um risco para a saúde pública".

"Então como classificaria o Governo aquele espetáculo a que tivemos oportunidade de assistir, sobretudo nas principais artérias de Lisboa, através de todas as televisões?", questiona o responsável da associação, "convém não esquecer que existem pessoas neste país sem trabalho, que perderam negócios de toda uma vida, inclusivamente a passar fome, exatamente devido às condicionantes trazidas pela pandemia e que tantas vezes serviram de alibi para as autoridades impedirem o normal desenvolvimento das atividades".