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António Manuel Ribeiro

Rita Carmo

António Manuel Ribeiro (UHF): “Eu ao 25 de Abril não chamo revolução, chamo golpe de estado”

“Foram militares que derrubaram o regime. Não houve uma revolução popular. Há um lado cobarde no povo português, que aguentou 48 anos de ditadura”, acredita António Manuel Ribeiro, vocalista dos UHF. Para ouvir no Posto Emissor

António Manuel Ribeiro é o convidado do episódio desta semana do Posto Emissor, o podcast semanal da BLITZ. Em conversa com Luís Guerra, o músico fala sobre as origens de um álbum a solo feito de canções que foram, ao longo dos anos, ficando longe do âmbito estético dos UHF, e cujo título remete para uma infância passada sob a mão firme da mãe. “As Canções da Casa Escura” são, nas suas palavras, “uma espécie de colheita de repouso”, que outra “casa escura”, a pandemia, conduziu ao momento certo de edição.

Numa conversa sobre paixões e aversões, o músico reflete também sobre Portugal, evocando episódios que considera exemplares na definição da personalidade “bipolar” da nação: das trevas da ditadura às ideologias vazias que procuram corroer a democracia, detendo-se na atual situação a que estão submetidos trabalhadores agrícolas imigrantes em Odemira.

Acerca da memória do Portugal sobre o período anterior ao 25 de Abril, António Manuel Ribeiro afirma: "Eu não lhe chamo uma revolução, chamo-lhe um golpe de estado feito por militares. Os militares não quiseram foi o poder. Há um lado aceitante e se calhar até cobarde do povo português, que aguentou 48 de ditadura."

Ouça a resposta completa pelos 23m 22s.