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Bob Marley

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Bob Marley morreu há 40 anos. Viagem aos últimos anos da vida do Rei do Reggae

Depois da tentativa de assassinato de que foi alvo, em 1976, Bob Marley partiu para a fase de maior sucesso internacional da sua carreira. Esses anos foram os últimos da sua vida. Quando passam 40 anos sobre a sua morte recuperamos um longo artigo publicado em 2011 que reconstitui os passos derradeiros daquela que ainda é a estrela mais brilhante da galáxia do reggae

O número 56 de Hope Road, em Kingston, na Jamaica, era um verdadeiro símbolo para Bob Marley. Situado numa zona da capital jamaicana reservada às classes mais abastadas o mais famoso rasta do mundo tinha o primeiro-ministro Michael Manley como vizinho, o número 56 de Hope Road era uma velha mansão colonial que podia já ter visto melhores dias quando Chris Blackwell, patrão da Island, a entregou a Bob como parte do contrato que os unia, mas que mantinha intacta a aura nobre de outras épocas.

Em 1976, a Jamaica vivia tempos de agitação política e social, com a aproximação de eleições que opunham o People's National Party (PNP) do socialista Michael Manley, amigo de Fidel Castro, e o Jamaica Labour Party (JLP) de Edward Seaga, visto como um aliado dos Estados Unidos na ilha. Além disso, a apocalíptica visão do mundo de alguns rastas indicava que se aproximava o ano em que os dois setes chocariam, tal como os Culture haveriam de cantar em «Two Sevens Clash», apontando o juízo final para 7 de julho de 1977. Razões mais do que suficientes para que a aquisição de um endereço numa Estrada da Esperança se revestisse do maior simbolismo possível.

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