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TIAGO MIRANDA

Ana Moura: “Nunca fui uma artista que sentisse que estava na moda”

Largou tudo e promete transformar 2021 no ano da reinvenção, com a edição de um novo álbum em outubro. As raízes africanas ajudam-na a expandir o seu fado e trazem de volta uma artista sem medo do desconhecido e orgulhosa de uma história de vida que nunca conheceu fronteiras. Para ela, nada será como dantes. Esta é a sua primeira entrevista depois de ter abandonado a editora e a empresa que lhe geriu a carreira

Tiago Miranda

Tiago Miranda

Fotojornalista

No decorrer de praticamente duas décadas, Ana Moura foi-se tornando um dos nomes mais sólidos daquilo a que, um dia, se ousou chamar de fado novo. Já o público a conhecia bem quando, em 2012, transformou “Desfado” num disco de viragem e de abertura a outros mundos. O sucesso foi avassalador. “Moura”, de 2015, reconfirmou-o. Após seis anos em silêncio, protagoniza uma guinada ainda mais apertada, dispensando os serviços da sua agência e da sua editora para tomar as rédeas da carreira. O novo álbum, com edição agendada mais para o final do ano, outubro provavelmente, traz fado mas não se esgota nele, juntando-lhe música eletrónica e ritmos angolanos que resultaram de um trabalho conjunto com os jovens músicos e produtores musicais Pedro da Linha e Pedro Mafama — o primeiro é um nome emergente da música eletrónica lisboeta; o segundo edita em breve o seu disco de estreia, “Por Este Rio Abaixo”. Partindo deste novo álbum, gravado na sua casa de Cascais, a mesma “Casa Guilhermina” onde o Expresso se sentou à conversa com ela, Ana Moura fala sem inibições sobre os riscos e perigos de um percurso de vida que nunca se deixou empedernir pela sua timidez. As lições de Prince e Carlos do Carmo, os tempos em que cantava na casa de fado Senhor Vinho, a herança que a avó Guilhermina lhe deixou e uma amizade inesperada com Conan Osíris foram temas de uma longa e descontraída conversa. “O meu objetivo foi, sempre, descobrir novas estradas. Agora, estou a descobrir outra.”

Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.

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