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1991, o último grande ano do rock. Capítulo 3: U2, Massive Attack, Blur, Primal Scream e os novos ventos de mudança 'brit'

3ª parte de uma série de artigos que olham para aquele que poderá ter sido o ano da melhor colheita rock das últimas três décadas: 1991. Depois de viagens pelos EUA, chegamos a terras de Sua Majestade, onde a eletrónica começava a contaminar o rock e a arrastá-lo para a pista de dança. Há 30 anos, nascia o som de Bristol, florescia 'Madchester' e até os U2 se reinventavam. Mas também havia rock, shoegaze (My Bloody Valentine!) e outros temperos. O mapa completo de um ano incrível

As intensas tempestades elétricas que se formaram em 1991 também alcançaram as ilhas britânicas deixando óbvias marcas na sua paisagem musical. Já por aqui olhámos para esse calendário e o seu efeito em Seattle ou para a agitação que levou os Sonic Youth a declararem que esse tinha sido o ano em que o “punk rebentou”. É tempo agora de atravessar o oceano e atracar num dos agitados portos marítimos que também ajudaram, ao longo da história, a Grã-Bretanha a ser um poderoso império. Em 1991, no entanto, depois dos Beatles, dos Rolling Stones, da grande invasão britânica sonora às terras do Tio Sam, depois dos Black Sabbath e Led Zeppelin, depois do punk e da nova vaga de metal, depois do pós-punk e do cinzentismo de Manchester, uma nova e tecno-colorida realidade parecia começar a concentrar as atenções.

Os doze meses desse ano especial do início da década de 90 do século XX (e dito assim parece que foi ainda há mais tempo...) foram bastante multifacetados no que às ilhas então comandadas por John Major dizia respeito: uma clara embaixada eletrónica alimentava então o nascente e revolucionário circuito de raves que tanto ruído provocou nos tabloides que levou até à intervenção do governo britânico, mas os sobreviventes e descendentes da cena synth pop que tinha dominado os tops uma década antes também se fizeram ouvir, bem como uma diversa frente avançada indie/pós-punk e uma nova geração brit-pop que começava a reclamar um espaço maior nas preferências do grande público. E, como é óbvio, a velha guarda do rock britânico continuava a apresentar ferozes argumentos para defender o seu preciso status quo. E por falar nisso, os Status Quo, banda de “In The Army Now”, editado uns anos antes, continuavam de vento em popa a furar o top 10 com a edição de um sugestivo Rock ‘til You Drop, 20º disco de estúdio de uma carreira que não dava mostras de abrandar.

Prepare-se para viajar 30 anos no tempo.

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