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Esme Bianco, atriz de “A Guerra dos Tronos”, leva Marilyn Manson a tribunal “para que este não destrua mais vidas”

“A minha esperança é que, ao fazer-me ouvir, consiga impedir o Brian Warner de destruir mais vidas”, pode ler-se no processo. Em causa estão acusações de abuso sexual, violência física e tráfico humano

Esme Bianco, atriz de "A Guerra dos Tronos", apresentou um processo judicial contra Marilyn Manson, no qual o acusa de abuso sexual, violência física e tráfico humano.

Em fevereiro deste ano, após as acusações de Evan Rachel Wood e quatro outras mulheres contra Marilyn Manson, Esme Bianco revelou que vivera uma relação tumultuosa com o músico norte-americano, com quem se envolveu em 2009, durante a filmagem do vídeo de 'I Want to Kill You Like They Do in the Movies'.

Na altura, diz Esme Bianco, Marilyn Manson deu-lhe cocaína, amarrou-a com cabos e deu-lhe chicotadas. Na altura, a atriz tinha 26 anos e diz não ter compreendido bem a fronteira entre realidade e ficção.

Em 2011, Esme Bianco mudou-se para a casa de Marilyn Manson. Durante a sua relação, a britânica refere que o companheiro a mordia e dava chicotadas sem consentimento, durante as relações sexuais. A britânica diz que Manson chegou a violá-la, em maio de 2011.

Esme Bianco acusa também Tony Ciulla, manager de Marilyn Manson, de tê-lo ajudado a violar as leis antitráfico humano por ter permitido que ela viajasse de Londres para Los Angeles para trabalhar num vídeo que nunca foi lançado e num filme que nunca foi feito.

"Durante demasiado tempo, a pessoa que abusou de mim não foi responsabilizada, sendo protegida pelo dinheiro, pela fama e por uma indústria que fez vista grossa [ao seu comportamento]. Apesar das muitas mulheres corajosas que denunciaram Marilyn Manson, inúmeras sobreviventes continuam em silêncio e algumas nunca serão ouvidas. A minha esperança é que, ao fazer-me ouvir, consiga impedir o Brian Warner de destruir mais vidas e incentivar as outras vítimas a procurar justiça."

Em fevereiro, Marilyn Manson considerou as acusações "distorções da realidade", garantindo que sempre teve relações íntimas "consensuais".