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António Pedro Ferreira

De Porto Covo, com amor. Entrevista a António Zambujo, nas vésperas do novo álbum

“Voz e Violão” sai na próxima semana. Mais um álbum de originais daquele que é hoje o rosto do sucesso na música portuguesa. Em Porto Covo, onde passou o último ano e onde gravou o disco, o músico fez em primeira mão para o Expresso o retrato de uma vida, onde cantar e tocar só fazem sentido ao lado dos amigos, os que já tem e os que estão para vir

A conversa foi longa no estúdio improvisado no piso térreo da casa de António Zambujo em Porto Covo. Aí, sentado ao piano, foi desvendando as suas ligações ao mundo, aos sítios, às pessoas, aos amigos, aos filhos, à mãe, à avó, às canções, às músicas, à poesia, às histórias. O passado, sempre em cima da mesa, é uma relíquia que o acompanha na descoberta de quem é e do gosta. Do cante alentejano ao fado, da Música Popular Brasileira (MPB) ao jazz, das sopas de tomate ao cozido de grão, do mar e da maresia à Lisboa boémia. Do teatro de La Féria aos coliseus com Miguel Araújo. No futuro, mais um disco para tocar, “Voz e Vio­lão”, disponível a partir da próxima semana, e o auge ainda por chegar, algures entre Portugal e o Brasil, França e o Japão. E Beja, sempre no coração.

Está em Porto Covo há um ano. Por que escolheu este Alentejo à beira-mar para ter a sua segunda casa?
Tenho uma ligação a Porto Covo desde 1997 ou 1998, quando vim para cá a primeira vez. Vim com uma amiga que já conhecia a vila. Algumas coletividades organizavam por aqui umas noites de fado numas aldeolas. Nessa altura ainda eu vivia em Beja. Convidaram-me para vir cantar. Numa dessas noites de fado aqui perto, resolvi ficar a passar o fim de semana em Porto Covo e não regressar a Beja. A partir daí fui conhecendo mais gente cá, fazendo amigos. Passei a vir de férias e em muitos fins de semana.

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