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Festival Paredes de Coura

Rita Carmo

Festivais de verão à espera das regras da DGS: todos entram testados e a 'bolha' pode até dispensar uso de máscara

Um dos maiores festivais no Porto, o MEO Marés Vivas, mantém a programação para 16 de julho, tendo já vendido mais de 20 mil bilhetes. Também o Festival de Paredes de Coura está a ser montado para se realizar a 18 de agosto. Mas tudo dependerá de 'eventos-piloto' que irão decorrer em Portugal após a última fase do desconfinamento, 3 de maio, para testar o formato seguro dos espetáculos, à semelhança do que tem sido feito em vários países da Europa. O Governo já aprovou o decreto-lei, prevendo os promotores que a Direção-Geral de Saúde emita regras concretas ainda este mês

O momento ainda é de cautela, permanecendo muitas incertezas associadas à evolução do surto covid-19. Mas os promotores de espetáculos já estão a avançar trabalho com a Direção-Geral de Saúde (DGS) com vista a definir um quadro de regras para poder haver festivais de verão no país em 2021 - e alguns eventos com artistas internacionais já estão a ser organizados no terreno, apesar do formato se poder vir a alterar, como é o caso do MEO Marés Vivas no Porto ou do Festival de Paredes de Coura.

Com a última fase do plano de desconfinamento na mira, a partir de 3 de maio (em que foi anunciada permissão para eventos ao ar livre), já saiu o decreto-lei sobre espetáculos, aprovado em Conselho de Ministros a 1 de abril e promulgado pelo Presidente da República dois dias depois, com efeitos imediatos. Este decreto-lei prevê a possibilidade de se realizarem eventos que funcionam como "teste-piloto" para possíveis festivais no país em 2021, sob regras ainda a definir pela Direção-Geral de Saúde (DGS), e inclusivamente já estabelece condições de devolução do valor pago pelos bilhetes, no caso dos espetáculos virem a ser cancelados ou adiados.

"Estamos pacientemente a trabalhar com a DGS sobre as normas para a proposta que apresentámos há vários meses para se poderem fazer eventos-piloto, com a criação de 'bolhas' em que só entra quem foi testado, como se faz na aviação, e que se tem comprovado ser uma solução segura para os espetáculos", explica Álvaro Covões, presidente da Associação de Promotores de Espetáculos, Festivais e Eventos (APEFE), que integra o grupo de trabalho criado desde dezembro do ano passado com o Ministério da Cultura, para procurar soluções no sentido de voltar a realizar espetáculos de forma segura em ambiente de covid-19.

Têm prosseguido as reuniões entre a DGS, a Cultura e os promotores de espetáculos sobre o tema dos 'eventos-piloto', e "o Governo decidiu pôr isso em decreto-lei", mas de momento "o que existe ainda é uma mão-cheia de nada", frisa Álvaro Covões, assumindo ter consciência que a pandemia continua ativa e as suas variantes a gerar picos em vários locais, e daí o tema da retoma dos espetáculos ter de ser tratado "com muitas pinças". "E obviamente reconhecemos que estes eventos não se podem fazer enquanto a situação epidemiológica não permitir."

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