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Pedro Abrunhosa: “Não posso ficar em silêncio. Ilibar Sócrates é passar uma carta branca ao roubo institucional”

“Hoje a Justiça perdeu uma soberana oportunidade de se reafirmar como pilar central da Democracia”, escreveu Pedro Abrunhosa no dia em que o ex-Primeiro Ministro José Sócrates se viu livre de ser julgado por crimes de corrupção

Pedro Abrunhosa insurgiu-se contra o desfecho da Operação Marquês, nas redes sociais.

Esta sexta-feira, o juiz Ivo Rosa deitou por terra a acusação do Ministério Público na Operação Marquês. José Sócrates não foi acusado de qualquer crime de corrupção.

O músico começa por dizer que "não posso ficar em silêncio". Hoje a Justiça perdeu uma soberana oportunidade de se reafirmar como pilar central da Democracia ao não punir as vilezas e iniquidades [que] mergulharam Portugal na falência económica e social vigente", escreveu.

"Nunca os mais desprotegidos, os pobres, os trabalhadores, os que cumprem com os seus deveres fiscais foram tão insultados no pós 25 de Abril: ilibar, por deficiências processuais, Sócrates e Salgado dos crimes de corrupção, é passar uma carta branca ao roubo institucional", continuou.

"O que deveria ter sido a oportunidade de ouro de vincar uma Justiça imune ao peso político e financeiro, uma viragem para um tempo novo no qual aos poderosos não é permitido cuspir na sopa, acabou por ser uma entrega de bandeja aos popularuchos de discurso vazio que se espezinham para trepar ao poleiro do gamanço".

"O que poderia ser o fim da corrupção como regime pode bem ter sido o fim da Democracia, decapitada pela instituição que mais a deveria defender: a Justiça. E há muitas para razões para alarme social: guardem as pratas e fechem as portas - os vilões estão à solta. Uns esperam voltar ao poder. Outros esperam saqueá-lo", rematou.