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Rita Carmo

José Cid: “O Tozé Brito não se deve esquecer que o Jay-Z gravou um tema nosso. Em inglês. E ninguém refilou”

José Cid discorda de um dos seus colaboradores mais frequentes, Tozé Brito, quando este defende que “se vamos representar o nosso país, a música deve ser cantada em português”. “Há canções que são escritas para serem cantadas na língua de Camões ou Manuel Alegre e outras que não. Os oceanos não têm barreiras, porquê a música?”, afirma Cid. Para ouvir no Posto Emissor

José Cid é o convidado desta semana do Posto Emissor.

Poucos dias após a edição de 'Hope and Joy', uma canção em inglês sobre a pandemia, o veterano da música portuguesa faz no podcast da BLITZ um 'retrato panorâmico' de um percurso artístico de seis décadas.

Em março, reagindo à vitória da primeira canção integralmente em inglês a representar Portugal na Eurovisão ('Love Is On My Side', dos Black Mamba), Tozé Brito afirmou que "se vamos participar num festival internacional [Eurovisão] onde é suposto representar o nosso país, defendo que a música portuguesa deve ser cantada em português". Cid discorda de um dos seus mais antigos colaboradores (no Quarteto 1111, em Green Windows, na carreira em nome próprio): “a minha opinião é outra”.

“O Tozé Brito não se deve esquecer que o Jay-Z gravou um tema nosso. Em inglês. E ninguém refilou”, graceja, referindo-se a 'Todo o Mundo e Ninguém', canção do Quarteto 1111 lançada em 1970 e samplada por Jay-Z no tema 'Marcy Me', do álbum "4:44", de 2017. "Há canções que são escritas para serem cantadas na língua de Camões ou Manuel Alegre e outras que não são. A do Tatanka não é. Muita sorte para ele. Os oceanos não têm barreiras, porquê a música?", acrescenta.

Ouça a resposta completa a partir dos 13 minutos: