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Cher obrigada a pedir desculpa depois de dizer que podia ter ajudado George Floyd

Cher tem estado a assistir ao julgamento do polícia norte-americano acusado de matar George Floyd e, a esse respeito, publicou uma mensagem que indignou muitos dos seus seguidores. “Juro por Deus que lamento muito se magoei alguém na comunidade negra”

Cher viu-se envolvida numa polémica depois de publicar um tweet sobre o julgamento de Derek Chauvin, o polícia norte-americano acusado de matar George Floyd no passado mês de maio. A morte do cidadão negro desencandeou protestos por todo o mundo, subordinados ao mote Black Lives Matter.

"Estava a falar com a minha mãe, que me disse que chorou a ver o julgamento do polícia que matou George Floyd", escreveu Cher. "Eu disse-lhe: 'Mãe, sei que isto parece uma loucura, mas eu só pensava que, se estivesse estado lá, talvez pudesse ter ajudado."

Na sequência desta partilha, os seguidores de Cher acusaram-na de menosprezar a atuação das testemunhas do assassínio de George Floyd, que tentaram ajudá-lo, e de sofrer de um complexo de "salvadora branca".

Inicialmente, Cher começou por dizer que tinha tido dúvidas ao escrever aquele post. "Achei que algumas pessoas não iriam acreditar que uma entertainer pudesse ter sentimentos honestos sobre o sofrimento e a morte de um ser humano, mesmo que só o tenha visto na televisão. Vocês não sabem o que eu fiz, quem eu sou ou aquilo em que acredito. Eu posso ajudar, já o fiz e continuarei a fazê-lo."

Mais tarde, a cantora de 74 anos admitiu que, depois de falar com uma amiga ao telefone, percebeu que tinha errado. "Ela disse-me que, quando não sabemos o que é correto dizer, podemos chatear e magoar as pessoas. Sei que as pessoas costumam pedir desculpa quando estão numa alhada, mas juro por Deus que lamento muito se magoei alguém na comunidade negra."