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Rita Carmo

Marcelo Rebelo de Sousa dá luz verde a diploma que prevê realização de “eventos teste-piloto”

O Presidente da República promulgou este sábado o diploma do Governo que prevê a realização de “eventos teste-piloto” e estabelece condições de devolução do valor de bilhetes, para concertos e festivais que foram adiados

O Presidente da República promulgou este sábado o diploma do Governo sobre espetáculos culturais e artísticos, que prevê a realização de "eventos teste-piloto" e estabelece condições de devolução do valor de bilhetes, para espetáculos e festivais que foram adiados.

O diploma foi aprovado em Conselho de Ministros, na passada quinta-feira, definindo novas disposições sobre espetáculos, no contexto do plano de desconfinamento, e foi promulgado "esta tarde", por Marcelo Rebelo de Sousa, como se pode ler na página da Presidência da República, na Internet.

Aprovado na quinta-feira em Conselho de Ministros, este diploma “altera as medidas excecionais e temporárias de resposta à pandemia da doença covid-19, no âmbito cultural e artístico”, e “estabelece as normas aplicadas aos espetáculos do ano de 2021”.

O diploma prevê a possibilidade de serem realizados "eventos teste-piloto", em articulação com a Direção-Geral da Saúde (DGS), para definição de novas orientações técnicas, no setor da Cultura. De acordo com o noticiado pelo Jornal de Notícias em fevereiro, os locais escolhidos para estes testes são o Campo Pequeno, em Lisboa, e a Super Bock Arena - Pavilhão Rosa Mota, no Porto.

O agendamento destes eventos de teste poderá eventualmente abrir caminho à possibilidade de "alteração da orientação em vigor", que define limites de público, em função do distanciamento físico e da área disponível, em equipamentos culturais, como salas de teatro e cinema, e na realização de programação ao ar livre.

O diploma agora promulgado estabelece igualmente as condições para a eventual devolução do valor de bilhetes para espetáculos e festivais, inicialmente previstos para 2020, e, entretanto, adiados para 2022.

Segundo o Governo, “no caso dos espetáculos e festivais inicialmente agendados para o ano de 2020, e que ocorram apenas em 2022, prevê-se que os consumidores possam pedir a devolução do preço dos bilhetes, no prazo de 14 dias úteis a contar da data prevista para a realização do evento no ano de 2021”.

Se o consumidor não pedir a devolução, “considera-se que aceita o reagendamento do espetáculo para o ano de 2022”. O mesmo se aplica "aos vales emitidos com validade até ao final do ano de 2021, que passam a ser válidos até ao final do ano de 2022”.

Num comunicado emitido no final da reunião, o gabinete da ministra da Cultura, Graça Fonseca, adiantou que também está a ser analisada, com o Ministério da Economia, "a criação de uma linha de crédito específica", para o setor dos espetáculos e festivais, "tal como proposto pelas respetivas entidades representativas".

As salas de espetáculos, teatros, auditórios e salas de exibição de filmes cinematográficos e similares reabrem a 19 de abril, com as mesmas regras em vigor à data do encerramento.

De acordo com as conclusões de hoje do Conselho de Ministros, as salas têm de fechar às 22.30 horas, nos dias úteis, e às 13 horas, aos fins de semana e feriados.

A 3 de maio, em função da evolução da situação epidemiológica, poderão voltar a realizar-se “grande eventos exteriores e interiores, sujeitos a lotação definida pela DGS”.