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Rita Carmo

José Cid: “Um dia posso acordar camionista e no outro astronauta. Ninguém tem nada a ver com isso. Têm de me gramar”

“O artista não pode ser coerente. Posso ser piroso, posso ser azeiteiro. O que irritou as pessoas foi os meus discos terem vendido [muito]”. Sem papas na língua, José Cid recusa qualquer coerência artística, defendendo que tanto pode cantar sobre favas com chouriço como a poesia de Federico García Lorca. Para ouvir no podcast Posto Emissor

José Cid é o convidado desta semana do Posto Emissor.

Poucos dias após a edição de 'Hope and Joy', uma canção em inglês sobre a pandemia, o veterano da música portuguesa faz no podcast da BLITZ um 'retrato panorâmico' de um percurso artístico de seis décadas.

No momento em que recorda o período de grande fulgor comercial dos anos 80, em que lançou temas de veia mais popular como 'Portuguesa Bonita', 'A Pouco e Pouco' (mais conhecida como 'Favas Com Chouriço') ou até 'Amar Como Jesus Amou', uma das canções mais ouvidas na rádio em 1983, Cid defende as suas opções:

"O artista não pode ser coerente. O que irritou as pessoas foi esses discos [dos anos 80] terem vendido [muito]. Um dia posso acordar camionista e no outro astronauta. Ninguém tem nada a ver com isso. Posso fazer outras coisas e faço-o porque posso. Posso ser piroso, posso ser azeiteiro, mas é em poucas músicas. Só vêm atrás de mim em duas ou três. Paciência, têm de me gramar”

Para ouvir a partir dos 29 minutos e 20 segundos: