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Rita Carmo

José Cid: “Eu não sou só o escritor do 'Macaco Gosta de Banana'. Também sou um poeta. Respeitinho”

Recordando os álbuns e as canções que, sob o olhar severo da censura, lançou há meio século, José Cid reivindica um reconhecimento como poeta que nem sempre lhe vê atribuído. “A censura era inspiradora. Nós usávamos metáforas. O Ary dos Santos, mais tarde, fez o mesmo. Mas o Ary não gostava muito de mim”. Uma conversa sumarenta para ouvir no podcast Posto Emissor

José Cid é o convidado desta semana do Posto Emissor.

Poucos dias após a edição de 'Hope and Joy', uma canção em inglês sobre a pandemia, o veterano da música portuguesa faz no podcast da BLITZ um 'retrato panorâmico' de um percurso artístico de seis décadas.

São várias as 'paragens'. Questionado sobre as canções que compôs em 1971 para o primeiro álbum a solo, "José Cid", nomeadamente 'Olá Vampiro Bom' (onde canta “Tenho medo é dos vampiros todos giros que me mordem pela calada”), o músico afirma:

“[Os vampiros eram] a censura. A censura era inspiradora. Nós usávamos metáforas. O Ary dos Santos, mais tarde, fez o mesmo. Mas o Ary não gostava muito de mim. Eu não sou só o escritor de 'Como o Macaco Gosta de Banana', também sou um poeta. Respeitinho”

Para ouvir a partir dos 24 minutos e 10 segundos: