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Amy Lee dos Evanescence em 2004

Getty Images

Amy Lee, dos Evanescence, aos 39 anos: a vida de uma mãe na música e de uma mulher no rock. “Já não me sinto sozinha”

O filho Jack, de 6 anos, o rock (que já não ouve tanto como antes), a longevidade dos Evanescence e a artista pop que mais admira. No ano em que celebra 40 anos, a líder dos Evanescence fala sobre música e vida pessoal

Amy Lee, vocalista dos Evanescence, deu uma longa entrevista ao site Consequence of Sound, na qual fala sobre o novo disco da banda, "The Bitter Truth", disponível na próxima sexta-feira, e também sobre a sua vida pessoal.

Sobre o facto de este disco ser o primeiro de originais dos Evanescence em dez anos, Amy Lee diz não gostar de fazer planos, preferindo trabalhar quando se sente inspirada.

Além disso, a cantora foi mãe, em 2014, o que lhe retirou algum tempo para a banda. "Tive um filho, o Jack, que é a coisa mais maravilhosa e feliz da minha vida. Divertimo-nos muito os dois", diz, sobre o filho de 6 anos.

Na mesma entrevista, Amy Lee revela que não ouve muito rock, apesar de gostar muito do mais recente disco dos Bring Me the Horizon. "Mas adoro pop - pop boa e escura. Na Billie Eilish, o que gosto mais, ainda mais do que do seu estilo, é da sua autenticidade. Está a ser ela mesma. Lembra-me muito de mim, quando era mais nova."

Quanto à duradoura popularidade dos Evanescence junto de um público jovem, a norte-americana palpita: "Se calhar é porque também sou uma espécie de criança! Sem dúvida que tenho a mentalidade de 'por favor, vamos ser crianças para sempre', mas também sou uma irmã mais velha. Essa é uma parte importante da minha personalidade e ajudou-me a desempenhar o papel que tenho na banda. Acho que, neste altura, os nossos fãs já devem mostrar a nossa música aos seus irmãos mais novos e, se calhar, até aos seus filhos."

Amy Lee mostra-se ainda otimista em relação à presença das mulheres no rock atualmente. "Penso que estamos muito melhor, embora ainda haja uma diferença enorme entre mulheres e homens. Mas acho que, pelo menos no rock, as pessoas deixaram de ver as mulheres como um acessório. Começaram a levá-las mais a sério. É sempre frustrante quando se fala nas bandas lideradas por mulheres como um género. Não é um género musical. Mas as pessoas estão mais abertas", considera. "Já não me sinto sozinha no rock."