Perfil

Blitz

Uma parceria com o jornal EXPRESSO

Notícias

A “vingança” de Lana Del Rey. Atacada sem misericórdia em 2012, aclamada como rainha em 2021

Há quase dez anos, Lana Del Rey apresentou-se ao vivo no “Saturday Night Live”, um dos programas mais emblemáticos da televisão norte-americana, e o mundo, ou a internet, não a perdoaram. Da atuação nessa noite ao visual retro, passando pelo nome artístico e pelo passado familiar, tudo era motivo de chacota e julgamento. Em 2021, Lana ri por último

Em 2021, Lana Del Rey acaba de lançar "Chemtrails over the Country Club", o seu sétimo álbum, e a aclamação que se iniciou de forma mais pronunciada com o anterior "Norman Fucking Rockwell" (2019) continua a valer-lhe críticas entusiastas. Depois de 'aguentar' uma década sob os holofotes da fama, a norte-americana é considerada uma das melhores cantoras-compositoras da sua geração por boa parte da crítica internacional. E até já anunciou o próximo álbum, a sair no próximo mês de junho.

Mas não foi sempre assim: no início da carreira, a artista que os pais batizaram como Elizabeth Woolridge Grant teve de (tentar) justificar todos os passos, desde a escolha do nome artístico ao visual e imaginário retro, passando pela boca voluptuosa (houve uma altura da história da internet em que discutir se Lana Del Rey teria ou não feito uma cirurgia plástica aos lábios era um tema 'quente') e pelo facto de o pai ser, ou não, um empresário abastado que teria facilitado a sua entrada no meio musical.

A reação adversa à chegada de Lana Del Rey à esfera pública teve o seu exemplo máximo em 2012, quando se apresentou no programa da televisão norte-americana Saturday Night Live e foi arrasada pela prestação ao vivo de 'Video Games' e 'Blue Jeans', dois dos seus primeiros êxitos, incluídos no álbum daquele ano, "Born To Die".

Vistos em 2021, parecem relativamente inofensivos, mas há nove anos as sensibilidades eram outras e muita tinta digital correu sobre o aparente nervosismo e a desafinação de Lana Del Rey. Recorde aqui: