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“Andávamos na mesma turma, mas nunca pensámos fazer música. Depois ficámos amigas”. Assim nasceram as Smerz, um duo incatalogável

Do frio escandinavo, as Smerz trazem uma estreia difícil de definir. Hip-hop, eletrónica e clássica entrecruzam-se com uma verve e um lirismo assombrosos. Depois do excelente “Believer”, procuram agora integrar “baterias de metal e guitarra elétrica” na sua música. Vai correr tudo bem

A arte de bem construir um disco, que explore múltiplos caminhos sem se perder por becos estreitos, é um dos maiores desafios dos músicos, nesta era dourada das playlists. “Believer”, o deslumbrante álbum de estreia da dupla escandinava Smerz, supera-se, com distinção, na tarefa de nos manter em bicos de pés, a tentar adivinhar que voltas e reviravoltas tem para nos oferecer, congregando canções suficientemente dinâmicas e consistentes para nos agarrar numa teia da qual não queremos escapar. “Integrarmos o nosso ecletismo no nosso processo criativo foi um ponto de viragem”, assume Henriette Motzfeldt em entrevista ao Expresso, “o facto de teres a tua sonoridade, por um lado, e de ouvires estéticas completamente diferentes nos teus tempos livres, por outro, são realidades que não se cruzam necessariamente, mas, a dado momento, começámos a sentir-nos inspiradas por coisas que sempre escutámos e nunca tínhamos pensado que podiam integrar as nossas criações”. Escutar “Believer” é saltar, num ápice, de um chuveiro de purpurinas para a dureza de sintetizadores bojudos, perdermo-nos na espiral de eletrochoques da canção que dá nome ao disco para, de seguida, nos deixarmos envolver pela sensibilidade clássica de ‘Versace Strings’, ou baloiçarmo-nos entre a tempestade de ‘Hester’ e o hip/trip-hop apocalíptico de ‘Rain’.

Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.