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Álvaro Covões

Rita Carmo

Álvaro Covões diz-se preparado para a possibilidade de o NOS Alive não se realizar

O promotor da Everything Is New prepara concertos para o Campo Pequeno, em Lisboa, nos primeiros dias da reabertura prevista das salas de espetáculo. Contudo, a realização do festival NOS Alive afigura-se mais complicada: “ainda é cedo para tomar uma decisão”, mas é certo que o evento não acontecerá se for preciso assegurar distanciamento ou lugares sentados, e as vendas de bilhetes estão paradas

Álvaro Covões, diretor-geral da Everything Is New, afirma que começará a programar concertos para o Campo Pequeno, em Lisboa, nas datas de reabertura previstas das salas de espetáculos. Em entrevista ao Dinheiro Vivo, o empresário avança que "há cinco que vão ser reagendados, pela quinta vez. Os reagendados podem acontecer logo, a 19, 20, 21..."

Por sua vez, a realização do festival NOS Alive está envolta, novamente, em incerteza. "Temos de esperar, para já, pela métrica que será decidida para estes grandes eventos", cuja realização - de acordo com o plano de desconfinamento do Governo - será possível a partir de 3 de maio. "No ano passado os festivais foram proibidos em fim de abril", recorda, sublinhando que o NOS Alive não é possível com distanciamento ou lugares sentados. Além disso, "se não houver uniformidade da situação sanitária nos países por onde passam os artistas", um cartaz com bandas estrangeiras é impossível, devido a restrições de viagens, sendo essa outra razão para não fazer o festival.

As vendas de bilhetes "estão paradas, vende-se um ou dois por dia". "Mais de mil pessoas trocaram [os seus vouchers] para [os concertos de] Weeknd", que se realizam em outubro de 2022, revela.

Questionado na mesma entrevista ao suplemento de Economia do DN e JN sobre a possibilidade de realização em abril de eventos-bolha, com acesso permitido a pessoas que testaram negativo à covid-19, Covões confirma que, através da APEFE, fez essa proposta ao Governo, mas que "não há datas exatas, com prazos". Em cima da mesa não estão espetáculos com entrada limitada a pessoas vacinadas, "porque se estava a assistir a uma discussão pública em que muitos comentadores diziam que os vacinados terem mais direitos do que os não vacinados seria discriminatório".

Conhecidas as linhas gerais do desconfinamento, apresentadas esta quinta-feira pelo Governo, mas não os detalhes de como a retoma será possível nos festivais de verão, outros promotores reagem igualmente com cautela e à BLITZ afirmam que vão continuar a “trabalhar na incerteza”, estando dispostos a esperar, no máximo, até maio.