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Carlos Costa, ao centro

Morreu Carlos Costa, músico do Trio Odemira

O músico Carlos Costa, do Trio Odemira, faleceu no passado domingo

O músico Carlos Costa, que fez parte do Trio Odemira, morreu no passado domingo, 7 de março, anunciou esta quarta-feira, 10 de março, o grupo português.

O Trio Odemira contava mais de 60 anos de carreira. Formou-se em 1958, protagonizando êxitos como 'Ana Maria' e 'Anel de Noivado', tendo sido o primeiro a gravar em disco temas populares alentejanos, à exceção dos grupos corais, segundo a "Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX", que dá como exemplo o single 'Rio Mira', de 1958.

Esta enciclopédia indica que o repertório do trio inclui várias canções espanholas e sul-americanas, algumas gravadas em português, temas tradicionais da Beira Baixa e do Alentejo, e versões de canções gravadas por Tony de Matos (1924-1989), Amália Rodrigues (1920-1999) e Max (1918-1980).

Segundo a mesma fonte, o Trio Odemira detém recordes de vendas como um Disco de Platina (por mais de 140 mil exemplares) e seis Discos de Ouro (por mais de 40 mil exemplares cada).

Em 2019, o Trio Odemira atuou, celebrando os 60 anos de carreira, no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz, entre outros palcos e, em setembro de 2016 foi distinguido com o Prémio de Mérito e Excelência Cidade de Moura, na área da música.

Além de Carlos Costa, que residia na aldeia dos Capuchos, no concelho de Almada, no distrito de Setúbal, constituíam o trio os seus irmãos Júlio Costa e Mingo Rangel.

A morte de Carlos Costa já foi lamentada pela fadista Maria da Nazaré e pelo fadista Nuno da Câmara Pereira, que sobre o amigo escreveu: "Uma vida inteira dedicada à música portuguesa. (...) De sorriso franco e imediato foi sem dúvida uma das maiores figuras do cancioneiro português. (...) São inúmeros os temas que deixou eternizado por sua voz única e afinada. (...) Amigo, culto e inteligente, deixa-me profunda tristeza e mais ainda pela forma ignota com que [foi] abandonado ao desdém pelas entidades mais responsáveis, como a SPA, Museu do Fado e televisões, etc. Aqui fica o meu reconhecimento e gratidão pública a quem deixa vasta obra musical e até literária, alguma, por quem merecia outra dignidade e respeito maior."

Com Lusa