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Winston Marshall, dos Mumford & Sons

Getty Images

Membro dos Mumford & Sons afasta-se da banda para refletir sobre os seus “preconceitos”

“Nos últimos dias percebi melhor a dor causada pelo livro que defendi. Não só ofendi muitas pessoas que não conheço como os meus companheiros de banda. Estou muito arrependido”, diz o homem do banjo dos Mumford and Sons, que agora se afasta da banda

O tocador de banjo dos Mumfords and Sons, Winston Marshall, anunciou que vai afastar-se da banda durante algum tempo, de forma a poder refletir sobre os seus preconceitos.

A decisão vem na sequência do elogio que o britânico fez a Andy Ngo, figura pública ligada à extrema-direita norte-americana. No Twitter, o músico deu os parabéns a Andy Ngo pelo seu livro "importante" e afirmou: "és um homem corajoso."

Agora, Winston Marshall escreveu uma mensagem na qual anuncia que vai fazer uma pausa para pensar.

"Nos últimos dias percebi melhor a dor causada pelo livro que defendi. Não só ofendi muitas pessoas que não conheço, como muita gente próxima de mim, incluindo os meus companheiros de banda, e estou muito arrependido. Como consequência das minhas ações, vou afastar-me da banda para examinar os meus preconceitos", anunciou. "Por agora, por favor saibam que já percebi que os meus elogios têm potencial para serem vistos como defesa de comportamentos de ódio. Peço desculpa, esta não era, de todo, a minha intenção."

O jornalista Andy Ngo é autor do livro "Unmasked: Inside Antifa’s Radical Plan to Destroy Democracy", que o músico dos Mumford and Sons elogiou. Ngo tem sido acusado de se associar a grupos de extrema-direta como os Proud Boys, que descreve como "uma fraternidade pró-Trump", e na obra acima referida, lançada este ano, desvaloriza a morte de Heather Heyer durante os confrontos de manifestantes com supremacistas brancos, em Charlottesville, em 2017.